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4 de Abril, 2025

Festa da independência: Marcha da “chama da unidade” custará até 30 milhões de Meticais

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O Governo moçambicano irá investir entre 22 a 30 milhões de Meticais para o transporte da tocha da “chamada da unidade”, a ser lançada próxima segunda-feira, 07 de Abril, pelo Presidente da República, no distrito de Nangade, província de Cabo Delgado. A informação foi avançada na tarde desta sexta-feira pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocência Impissa, no habitual briefing semanal do Governo com a imprensa.

Segundo o porta-voz do Governo, no cenário modesto, o transporte da tocha da “chama da unidade” vai custar 22 milhões de Meticais, sendo que, no cenário mais complexo, deverá custar aproximadamente 30 milhões de Meticais.

A tocha da “chama da unidade nacional”, lançada, pela primeira vez por Samora Machel, em 1975, deverá percorrer todos distritos do país, de norte à sul, devendo desaguar no Estádio da Machava, no dia 25 de Junho de 2025, local eleito para a celebração dos 50 anos da independência nacional, por sinal, o mesmo onde foi proclamada a liberdade total dos moçambicanos do julgo colonial português.

Falando a partir da Escola Central do partido Frelimo, no Município da Matola, província de Maputo, à margem da IV Sessão Ordinária do Comité Central, o mais importante evento do partido no poder no intervalo entre os congressos, Impissa defendeu o movimento da tocha é mais importante pelo seu simbolismo, pelo que os custos financeiros são “marginais”.

“Mais do que o custo financeiro desta tarefa, é o custo da nossa unidade, é o custo da nossa tranquilidade, é o custo da nossa paz, é o custo da nossa moçambicanidade”, disse Impissa, defendendo que “somos mais do que instados a retomar esta chamada da unidade para permitir que os moçambicanos tenham uma oportunidade de reconciliação depois dos últimos episódios”.

“Então, os custos de natureza financeira passam a ser marginais em relação ao valor que nós queremos voltar a recapitular para que a nossa moçambicanidade volte a ficar de forma imaculada”, defendeu.

Para o Ministro da Administração Estatal e Função Pública, a tocha da “chama da unidade” simboliza a identidade dos moçambicanos e sintetiza a capacidade de união, de convivência e de tolerância entre os moçambicanos, para além de representar “um legado histórico dos libertadores da pátria amada e dos fundadores da nação moçambicana”.

O objectivo “é consolidar a unidade nacional; elevar o espírito de autoestima e patriótico; promover a preservação da história da luta de libertação nacional; educar as novas gerações sobre os valores do nacionalismo, do patriotismo, da identidade comum, da paz; bem como celebrar as conquistas conseguidas nos 50 anos da independência nacional”.

Refira-se que a retoma do movimento da “chama da unidade nacional”, na celebração dos 50 anos da independência nacional, foi anunciado pelo ex-Presidente da República, durante o lançamento oficial das comemorações desta efeméride, que teve lugar no dia 25 de Junho de 2024, em Maputo.

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