Tudo indica que não será esta semana que será renovada a Comissão Política do partido no poder, um tema que se arrasta desde Fevereiro e que constitui o novo “elefante” presente na Escola Central da Frelimo, no município da Matola, província de Maputo, que acolhe hoje a IV Sessão Ordinária do Comité Central, o órgão mais importante do partido que dirige Moçambique desde 1975 no intervalo entre os congressos.
O tema levantado pelo antigo Ministro da Defesa, Agostinho Mondlane, durante a III Sessão Extraordinária do Comité Central, realizado em Fevereiro último, voltou a não constar da agenda proposta pelos actuais membros da Comissão Política e, contrariamente ao que se assistiu no Dia do Namorados, hoje ninguém levantou o assunto, mostrando um aparente “conformismo” com o órgão constituído durante o XII Congresso.
Da agenda a que “Carta” teve acesso, e que foi aprovada por unanimidade, consta que a IV Sessão Ordinária do Comité Central, que arrancou esta manhã e termina neste sábado, os “camaradas” deverão apreciar, discutir e aprovar, os relatórios da Comissão Política; do Comité de Verificação do Comité Central; do Secretariado do Comité Central; e do Gabinete Central de Preparação de Eleições.
Igualmente, deverão discutir a proposta de revisão pontual do Regulamento dos Estatutos do Partido; a proposta de Directiva sobre o Exercício do Papel Dirigente do Partido; o Plano de Actividades e do Orçamento do Partido para 2025; o Programa Quinquenal do Governo (2025-2029); o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2025; e a Informação sobre o Cumprimento dos 100 dias de Governação.
O único acto eleitoral programado para o “conclave” é o dos membros do Secretariado do Comité Central, em virtude da eleição do novo Secretário-geral, Chakil AbooBacar. Esta eleição, refira-se, estava programada para o dia 14 de Fevereiro, mas acabou sendo adiada para a sessão ordinária. Os candidatos aos cargos serão indicados por Chakil AbooBacar e chancelados pelo Comité Central.
Caso não haja uma reviravolta, tal como tem sido típico nas reuniões do Comité Central, a Comissão Política deverá manter-se, em princípio, até ao XIII Congresso, por via de regra, agendando para 2027 (os congressos são realizados de cinco em cinco anos). (Abílio Maolela)