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11 de October, 2026

BCI acolhe um cardápio literário que preserva a memória da Zambézia

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O Auditório do BCI, em Maputo, acolheu, na quinta-feira, 8 de Outubro, o lançamento da obra “Almoço à Zambeziana” – Escrever a Zambézia, Volume I, uma antologia que reúne histórias, memórias, testemunhos e expressões culturais da Zambézia, num exercício colectivo de preservação e valorização da identidade moçambicana.

A cerimónia contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração (PCA) do BCI, Carlos Agostinho do Rosário, do Presidente da Comissão Executiva, José Furtado, de escritores, artistas académicos, nativos e amigos da Zambézia, familiares e convidados. O encontro foi enriquecido por momentos de declamação, leitura de excertos da obra e actuações musicais.

Com mais de três dezenas de colaboradores, a obra constitui o primeiro resultado do movimento “Escrever a Zambézia”, idealizado pelo académico, crítico literário e ensaísta Almiro Lobo, ao qual se associaram António Barros, Lo-Chi, Hélder Muteia, Abdul Carimo Issá, Armando Inroga e Zeferino Martins. A iniciativa procura resgatar histórias, figuras, lugares, costumes e saberes da memória colectiva zambeziana.

Na sua intervenção, Carlos Agostinho do Rosário destacou a sua ligação pessoal com a província. “A Zambézia deu-me experiências, deu-me amigos, deu-me ensinamentos e deu-me uma maneira de olhar para as pessoas e de conviver com elas que ficou comigo até hoje”, afirmou.

O PCA sublinhou ainda o valor da escrita na preservação da memória: “Quando essas memórias passam para o livro, ganham a possibilidade de viajar no tempo.”

Na apresentação da obra, Almiro Lobo explicou que o projecto nasceu da preocupação de preservar experiências e conhecimentos para as gerações futuras. “É urgente fixar a memória das coisas para evitar a amnésia, amnésia individual ou amnésia colectiva”, afirmou, convidando todos os que mantêm uma ligação com a Zambézia a contribuir para os próximos volumes.

Por sua vez, Abdul Carimo Issá destacou a responsabilidade colectiva de preservar a identidade cultural, apelando ao envolvimento de instituições, empresas e cidadãos. Prestou igualmente homenagem a Omaia Amade Panachande, responsável pela paginação da obra, entretanto falecido.

Inspirado num almoço tradicional zambeziano, o livro reúne textos históricos, memórias, contos, lendas, poesia, provérbios e testemunhos, organizados como um verdadeiro cardápio literário, onde diferentes gerações partilham experiências, saberes e afectos.

Ao acolher o lançamento, o BCI reafirma o seu compromisso com a literatura, a cultura e o conhecimento, também materializado nas suas Mediatecas em Maputo, Beira, Nampula e Ilha de Moçambique. No ano em que celebra 30 anos, o Banco continua a apoiar iniciativas que preservam a memória colectiva e valorizam a identidade cultural do País.

 

 

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