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19 de June, 2025

CDD apresenta denúncia à PGR contra antigos gestores da LAM

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O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) submeteu, esta quarta-feira (18), uma denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os antigos administradores das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), alegando má gestão e práticas consideradas criminosas que terão contribuído para a falência técnica da empresa.

De acordo com o CDD, a LAM, empresa do sector empresarial do Estado, encontra-se numa situação crítica, operando sem qualquer aeronave, apesar de contar com cerca de 800 trabalhadores. “Viemos apresentar esta denúncia à PGR devido à gestão criminosa que mergulhou a empresa nesta crise. Trata-se de uma denúncia que ganha força após os pronunciamentos públicos do Presidente da República, Daniel Chapo, nos primeiros 100 dias do seu mandato”, afirmou André Mulungo, falando em nome do CDD.

Chapo referiu-se recentemente à existência de “raposas” na LAM, apontando para uma má gestão prolongada da companhia. Para o CDD, tais declarações indicam que os problemas não se limitam à actual administração, mas reflectem uma prática recorrente ao longo dos anos.

O CDD critica ainda o silêncio da PGR face às declarações do Presidente e considera urgente o início de uma investigação. “O silêncio da PGR é ensurdecedor e inquietante. Por isso, submetemos formalmente esta denúncia e solicitamos informações sobre os passos que estão a ser dados após os pronunciamentos do Chefe de Estado”, acrescentou Mulungo.

O processo entregue à PGR inclui, além da denúncia escrita, um vídeo com os pronunciamentos públicos do Presidente da República. O CDD afirma que o objectivo é “facilitar o trabalho da PGR” e apelar à responsabilização dos gestores envolvidos na crise da companhia aérea nacional.

Recorde-se que o Presidente da República revelou na altura que uma comissão de funcionários da LAM foi enviada à Europa para um processo que classificou como “procurement” para a aquisição de aeronaves. No entanto, segundo Daniel Chapo, os funcionários regressaram a Maputo afirmando que “não encontraram aviões”. Esta revelação, considerada insólita pelo CDD, reforça a alegada má gestão na companhia aérea e justifica, segundo a organização, a urgência de uma investigação independente e rigorosa.

 

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