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8 de October, 2026

Preço da castanha de caju sobe para 48 Meticais por quilograma

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O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas aprovou o Preço de Referência da Castanha de Caju ao Produtor para a Campanha 2026/2027, fixado em 48 Meticais por kg, mais três Meticais em relação ao valor da campanha anterior. A decisão foi tomada esta quarta-feira, em Maputo, durante a primeira Sessão do Comité de Amêndoas, que reuniu o Governo, produtores e representantes da indústria do caju.

Na sua intervenção, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, sublinhou que a realização da Sessão demonstra a importância que o Governo atribui ao subsector do caju, enquanto componente relevante da agricultura, da economia rural, da criação de emprego e rendimento, da indústria nacional e da promoção das exportações.

Numa nota do Ministério que dirige, a que “Carta” teve acesso, Roberto Albino explica que a definição do preço de referência ao produtor é um exercício de grande responsabilidade, pois visa principalmente assegurar a continuidade da actividade do produtor. “Não estamos simplesmente perante a determinação de um preço para uma nova campanha. Estamos perante uma decisão que deve contribuir para criar condições de previsibilidade para os diferentes actores da cadeia de valor e, sobretudo, para assegurar que a actividade continue a ser economicamente atractiva para o produtor”, afirmou Albino.

Na Campanha 2025/2026, o Preço de Referência ao Produtor tinha sido fixado em 45 Meticais por Kg, valor estabelecido num contexto específico de produção, comercialização e mercado da castanha de caju. O governante defendeu que, para a Campanha 2026/2027, não basta repetir esse valor, sendo necessário analisar a evolução dos factores que determinam a formação do preço, com destaque para os custos de produção, a qualidade da castanha, os preços internacionais, a taxa de câmbio, a capacidade da indústria nacional e as condições de procura nos principais mercados.

Albino lembrou que o caju se insere num mercado internacional dinâmico e competitivo. A evolução dos preços da castanha em bruto e das amêndoas nos principais mercados consumidores, dos custos de transporte e logística, bem como das condições de oferta nos países produtores e processadores, influencia directamente a capacidade de remuneração dos intervenientes da cadeia nacional.

“Devemos procurar um equilíbrio entre um preço atractivo para o produtor e um nível de preço que preserve a competitividade da cadeia de valor, particularmente da indústria nacional de processamento e dos operadores de comercialização e exportação”, frisou o Ministro.

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