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30 de September, 2026

Dívida do Sector Empresarial do Estado reduz em 4,35% no Segundo Trimestre

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O stock total da dívida directa do Sector Empresarial do Estado (SEE) registou uma redução na ordem de 4,35% no segundo trimestre de 2026, quando comparado com o trimestre anterior, passando de 36.175,33 milhões de Meticais para 34.602,95 milhões de Meticais (541,52 milhões de USD). A informação consta do Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública, divulgado semana finda pelo Ministério das Finanças.

De acordo com o documento, este desempenho resulta essencialmente da contracção do stock da dívida interna em 1.561,68 milhões de Meticais, em consequência do cumprimento do serviço da dívida pelas empresas do SEE.

No tocante à sua composição, o Boletim reporta que o stock da dívida externa das empresas públicas e participadas pelo Estado registou uma ligeira contracção de 0,06%, passando de 19.008,39 milhões de Meticais (297,42 milhões de USD), no primeiro trimestre, para um total de 18.997,69 milhões de Meticais (297,30 milhões de USD), “decorrente da redução em 2,47 milhões de USD (158,25 milhões de Meticais) no stock da dívida das empresas participadas”.

A fonte refere que a redução do stock da dívida externa directa das empresas participadas é decorrente da retracção do stock da dívida da PETROMOC, do BNI e da TMCel em 30,66% (103,26 milhões de Meticais), 4,78% (40,07 milhões de Meticais) e 0,76% (14,92 milhões de Meticais), respectivamente, se comparado ao trimestre anterior.

“Por outro lado, verificou-se um aumento do stock da dívida externa nas empresas públicas em 147,55 milhões de Meticais (2,31 milhões de USD), em grande medida, reflectindo a expansão do stock da dívida das empresas EDM, E.P em 2,29% (77,49 milhões de Meticais) e da ADM em 0,71% (70,46 milhões de Meticais), parcialmente compensada pela ligeira contracção do stock da CFM em 0,02% (0,40 milhões de Meticais)”.

Igualmente, houve uma redução do stock da dívida interna directa do SEE, situando-se em 15.605,26 milhões de Meticais, representando uma redução de 9,10% (1.561,68 milhões de Meticais) face ao registado no I Trimestre de 2026. “Esta variação resulta da contracção tanto do stock da dívida das empresas participadas em 8,63% (895,58 milhões de Meticais), como das empresas públicas em 9,81% (666,10 milhões de Meticais)”, revela.

“As empresas que mais se destacaram devido à sua contribuição para a redução do stock da dívida interna foram: LAM, S.A cujo stock reduziu em 530,33 milhões de Meticais (9,25%) devido à amortização dos financiamentos contraídos junto aos bancos BCI e MOZA; CFM, E.P que observou uma redução em 446,58 milhões de Meticais (13,79%) em virtude do cumprimento do serviço da dívida; PETROMOC, S.A cujo stock contraiu em 19,24% (275,00 milhões de Meticais), na sequência do reembolso dos financiamentos e ADM, cujo stock reduziu em 182,00 milhões de Meticais (8,18%), decorrente do pagamento das prestações”, detalha.

Refira-se que, no segundo trimestre, o stock total da dívida posicionou-se em 1.110.985,56 milhões de Meticais, representando um incremento de 11.197,25 milhões de Meticais (1%) em relação ao primeiro trimestre, um desempenho justificado pelo aumento da dívida interna, que passou de 529.837,81 milhões de Meticais para 545.406,67 milhões de Meticais, “resultante essencialmente da rolagem de juros das Obrigações de Tesouro e das novas emissões da dívida interna no âmbito da Facilidade de Crédito do Banco Central”.

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