A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defende que a segurança alimentar e a nutrição não são apenas desafios sociais e humanitários, pois também representam uma importante oportunidade económica e de desenvolvimento para o país.
O pronunciamento foi feito na terça-feira (25) pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante um encontro com a Directora Nacional e Representante do Programa Mundial para a Alimentação (PMA) em Moçambique, Claire Conan.
Massingue, que assume também a função de “Champion” do Sector Privado para a Nutrição em Moçambique, reafirmou o compromisso de mobilizar as empresas para um papel mais activo na melhoria da nutrição no país.
“O nosso desafio é promover o envolvimento do sector privado em toda a cadeia de valor alimentar, desde a produção até ao processamento, à fortificação e à distribuição de alimentos nutritivos, seguros e de qualidade, assegurando que sejam disponibilizados a custos acessíveis para a população”, sublinhou o empresário.
Durante o encontro, o líder da principal organização patronal moçambicana apontou como áreas-chave para uma parceria entre o PMA e o sector privado a promoção das compras locais, o desenvolvimento de cadeias de valor, capacitação de produtores e fornecedores, bem como o reforço da capacidade de processamento e fortificação de alimentos.
A CTA sublinhou a disponibilidade para servir de ponte entre o PMA e o empresariado nacional, através da facilitação do diálogo, mobilização de empresas e promoção de parcerias e oportunidades de investimento.
“Estamos convictos de que, trabalhando juntos – Governo, parceiros de desenvolvimento, PMA e sector privado – poderemos transformar os desafios relacionados com a alimentação e a nutrição em oportunidades de produção, investimento, criação de emprego e geração de riqueza para os moçambicanos”, concluiu Massingue.
Por seu turno, a Directora Nacional e Representante do PMA em Moçambique reconheceu o grande potencial que o país tem na área agrícola e alimentar.
No entanto, destacou que limitações de natureza financeira continuam a condicionar a plena materialização desse potencial.
“A má nutrição impacta não só a saúde, mas também a produtividade e o crescimento económico”, frisou Conan, sublinhando a relevância do papel do sector privado no combate à desnutrição e na promoção de sistemas alimentares mais resilientes e inclusivos.





