A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) recebeu no último sábado (13) duas aeronaves do tipo Embraer 190, com capacidade para 100 passageiros, cada, para reforçar a sua frota, anunciou na segunda-feira (15) a transportadora.
Os aparelhos foram adquiridos na Holanda por 25 milhões de USD, sendo 12,5 milhões para cada uma, disse, em conferência de imprensa, Agostinho Langa, Presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), empresa accionista da companha área de bandeira.
Langa avançou que os dois aparelhos estão operacionais e com todas as manutenções feitas, mas só começam a voar em Janeiro do próximo ano, depois da pintura, apesar da maior procura com a aproximação da quadra festiva.
Os aviões foram comprados, no âmbito da reestruturação da LAM, levada a cabo pelos novos accionistas, nomeadamente as empresas públicas CFM, Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), e Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), adiantou.
Agostinho Langa explicou que a aquisição está enquadrada no plano de seis aeronaves que a nova Comissão Directiva da LAM tem vindo a anunciar desde que tomou posse, em Maio de 2025.
“Estas duas aeronaves fazem parte do Plano de Aquisição de novos aviões para a LAM. Houve prazos que tínhamos apresentado, mas não foram cumpridos não por vontade nossa, mas por causa da complexidade da indústria de aviação. Entretanto, continuamos a seguir o plano, apesar dos percalços eachamos que os restantes poderão ser adquiridos no primeiro trimestre de 2026”, disse Langa.
Num evento testemunhado pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, o PCA dos CFM explicou que, apesar de terem matrícula da LAM e de terem chegado a voar, as novas aeronaves ainda não estão em condições de operar por falta de pintura, mesmo reconhecendo que há cada vez maior procura devido à aproximação da quadra festiva.
“Não conseguimos que elas viessem pintadas com as cores da LAM, porque houve atrasos na disponibilização dos aviões e há poucas oficinas, mas maior procura por serviços de pintura. Entretanto, no princípio do mês de Janeiro, iremos mandá-los para a pintura nas cores da LAM e todas as dúvidas [de que são aviões alugados] serão dissipadas. Por isso, achamos que, ao invés de meter os aviões agora em operações, é melhor completar o processo da pintura”, disse o gestor.
Agostinho Langa explicou que já há tripulação treinada para aquele tipo de aparelhos. “O mais importante era apresentar o trabalho que estamos a fazer ao Governo, através do Ministro dos Transportes e Logística. Frisar que estamos a cumprir a missão que nos foi encarregue. É um pequeno passo para LAM, mas um grande passo para o país”, acrescentou.
Para fazer face à maior procura durante a quadra festiva, o gestor disse que a LAM vai reforçar a sua frota com um Airbus alugado que poderá chegar nos próximos dias.
Por seu turno, o ministro dos Transportes e Logística disse que não havia motivo para celebrar, porque de um total de seis só foram adquiridas duas.
“Entretanto, não podemos deixar de reconhecer, com humildade e satisfação, o esforço dos novos accionistas que têm vindo a empreender”, declarou João Matlombe.
Apesar do incumprimento das metas, Matlombe sublinhou que há resultados que derivam da reestruturação. Destacou a estabilização da empresa que estava financeira e tecnicamente falida. Para o efeito, o Ministro disse que os novos accionistas garantiram a previsibilidade das viagens, estabilizaram as vendas e despesas.
De acordo com o ministro dos Transportes e Logística, nos últimos quatro meses, a LAM tem garantido que as vendas sejam superiores às despesas, apesar de deter uma dívida significativa que anula praticamente esses resultados.
“Como Governo queremos reafirmar o nosso compromisso de continuar a estabilizar a LAM, garantir que ofereça serviços a preços mais competitivos. Pois de nada valerá nós aumentarmos as nossas aeronaves enquanto viajar for apenas para um determinado grupo de pessoas. Queremos acabar com os voos da madrugada que são bastante incómodos, devido à insuficiência de aeronaves”, garantiu o Ministro.





