O Executivo pretende introduzir transporte público escolar, soube “Carta” de fonte do sector. Para o efeito, já decorrem estudos nas escolas e universidades, que visam apurar quanto os alunos e estudantes gastam e quantos “chapas” tomam por dia, bem como a sua localização.
Prevê-se que até fim de Agosto em curso, os estudos estejam concluídos e, com base nos dados apurados, o Executivo passará para as fases subsequentes. Inicialmente, o Projecto será implementado na Área Metropolitana do Grande Maputo. Essa iniciativa enquadra-se nas acções do Governo para melhorar o transporte urbano no país e rural.
Nesse âmbito, em Julho passado, recorde-se, o Governo de Moçambique entregou tractores adaptados com atrelados para transporte de passageiros, em Cabo Delgado, como parte de um projecto piloto para melhorar a mobilidade em áreas rurais. No total, mais 300 tractores com atrelados serão adquiridos para o transporte de pessoas em carga, em zonas de difícil acesso. A medida tem sido alvo de críticas, com alguns sectores da sociedade considerando-a um retrocesso civilizacional e até questionando a sua eficácia.
Ainda com o objectivo de melhorar o transporte, o Governo introduziu em Junho passado, o projecto-piloto de integração modal do transporte público na Área Metropolitana de Maputo. Trata-se de um novo serviço de transporte público de passageiros que integra autocarros e automotoras da empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique, ligando as Cidades de Matola e Maputo.
A fase piloto deste serviço vai durar 60 dias, envolvendo 15 autocarros, com capacidade para 90 passageiros cada, que deverão servir os passageiros que embarcam ou desembarcam nas estações ferroviárias de Matola-Gare, Daniel e Machava, na linha férrea de Ressano Garcia. Nesse âmbito, o Ministério prevê importar até ao fim do ano 360 autocarros para todo o país, alguns para as cidades e outros para as zonas rurais.
Na componente ferroviária, o Ministério prevê a aquisição de seis locomotivas para reforçar o transporte de carga e de pessoas e bens nas principais capitais provinciais e municípios. O governo vai também reestruturar a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), bem como apetrechá-la com a aquisição de três aeronaves para o transporte de pessoas e bens, com vista a garantir melhor mobilidade aérea de pessoas e bens no país.
Para imprimir uma nova dinâmica na sinalização marítima nos portos e canais de acesso, será adquirido um navio balizador, que fará parte do equipamento do Instituto Nacional do Transporte Marítimo (ITRANSMAR), entidade responsável pela sinalização dos portos nacionais.
Ainda na componente marítima, será adquirida uma embarcação para o transporte de pessoas e bens nas zonas de difícil acesso de transitabilidade marítima, cuja finalidade é de reduzir os riscos de naufrágios e garantir a segurança marítima, lacustre e fluvial de pessoas e bens.
O Governo tem ainda em carteira mais de 30 projectos em todo o país para construção, reabilitação, manutenção das vias rodoviárias e pontes, o que irá impactar positivamente no escoamento de produtos, bens e serviços e da produção nacional. O destaque vai para a reposição da transitabilidade na Estrada Nacional Número 1 (EN1), no km 13, próximo do controlo de Anchilo, permitindo a ligação entre Nacala e Nampula.
Está ainda na agenda, a reposição da transitabilidade na estrada EN1, sobre o rio Monapo, permitindo o tráfego através de um desvio para ligar as províncias de Nampula e Cabo Delgado, estando em curso os trabalhos de acesso à ponte. (Evaristo Chilingue)





