A empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) não tem aviões próprios e, como consequência, continua a alugar de outras empresas, apesar de em Fevereiro passado o Governo ter anunciado a aquisição de oito aeronaves com a venda de 91% de acções do Estado na companhia, no valor de 130 milhões de USD.
Cinco meses depois desse anúncio, as aeronaves nunca chegam. Sem aviões suficientes, a companhia lançou na semana passada um concurso convidando empresas nacionais e estrangeiras interessadas para o aluguer de curta duração de até cinco aeronaves, preferencialmente Boeing 737-700.
A LAM explica que o aluguer vem fazer face à procura por serviços de transporte aéreo de mercadorias e passageiros que tem vindo a crescer no mercado nacional e regional e que se espera que essa tendência de crescimento contínuo nos próximos anos seja impulsionada principalmente pelos mega-projectos e pelo turismo.
A LAM explica ainda que o concurso se enquadra na restruturação da companhia, contexto no qual está a implementar o seu plano de investimentos, que inclui medidas de curto, médio e longo prazo, entre outras, como a compra e o aluguer de curta duração de aeronaves. As empresas interessadas em participar no concurso devem, de entre outros requisitos, apresentar a certidão de registo comercial e o respectivo alvará ou licença de actividade que as habilite a exercer a actividade comercial.
Exige ainda uma declaração que ateste que o concorrente não defraudou nenhuma instituição pública ou empresa privada em Moçambique ou em qualquer parte do mundo, bem como referências de, pelo menos, três clientes para os quais o concorrente tenha prestado com sucesso serviços similares ou superiores nos últimos cinco anos no âmbito deste contrato. A LAM opera actualmente com quatro aeronaves em sua frota. Essa frota inclui um Boeing 737-500, um CRJ 900 e dois Embraer 145.





