A justiça norte-americana rejeitou o pedido do antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang de deixar a cadeia antes do cumprimento da pena de oito anos e meio de prisão, por motivo de saúde, escreve Africa Intelligence, uma publicação que se dedica a trabalhos de análise sobre o continente africano.
De acordo com a informação veiculada pela Africa Intelligence, o juiz que analisou o pedido decidiu que Chang deve permanecer encarcerado até ao fim da pena de prisão, em Março próximo.
O antigo ministro das Finanças evocou problemas nos rins, hipertensão e diabetes, bem como os seus 70 anos de idade, para fundamentar a elegibilidade para o pedido de libertação antes do fim da sanção.
No requerimento, Manuel Chang fundamentou que não representa nenhum risco de reincidência na prática de actividade criminosa e solicitou a soltura, com argumento no bom comportamento.
Chang foi condenado a oito anos e meio de prisão nos EUA, em 2023, por fraude, corrupção e lavagem de dinheiro, no caso das “dívidas ocultas”.
A justiça norte-americana interveio no caso das “dívidas ocultas”, porque o escândalo também prejudicou investidores do país.
O antigo governante foi deportado para os EUA em 2023 pelas autoridades sul-africanas, cinco anos após ser detido, em 2018, em Joanesburgo.
Em Moçambique, Manuel Chang é também alvo de um processo-crime relacionado com o caso das “dívidas ocultas”, mas não está claro se será levado a julgamento em Maputo, depois de cumprir pena de prisão nos EUA, em conexão com o mesmo esquema criminoso.




