Dois cidadãos moçambicanos, com idades compreendidas entre 21 e 26 anos, morreram de forma estranha, no Chipre, nas últimas duas semanas. A informação é avançada pelo blogue cipriota Cyprusnews247, citando comunicados da Polícia local. Os dois estudavam naquele país europeu.
O primeiro moçambicano a ser declarado óbito naquele país insular do Mar Mediterrâneo é Carlos Alberto Pinto Santana Júnior, de 26 anos de idade, que morreu no dia 13 de Janeiro e o corpo descoberto na madrugada do dia seguinte. Até ao momento, não se conhecem as razões da sua morte.
“De acordo com um comunicado policial, aproximadamente à 01h00 do dia 14 de Janeiro de 2026, Carlos Alberto Pinto Santana Júnior, de 26 anos de idade e residente em Lefkoşa, foi encontrado falecido na sua residência. A Polícia declarou que a causa da morte será determinada após autópsia e que a investigação sobre o incidente está em andamento”, escreve o Cyprusnews247.
O segundo moçambicano a perder a vida misteriosamente foi o neto de Bonifácio Gruveta Massamba, de nome Tafadzwa Bonifácio Gruveta Massamba, que foi encontrado morto na passada sexta-feira, 23 de Janeiro.
“Segundo um comunicado da polícia, por volta de 01h30 da manhã do dia 23 de Janeiro de 2026, Tafadzwa Bonifácio Gruveta Massamba (21), residente em Haspolat, foi encontrado morto dentro da residência onde morava. O exame físico realizado pelo médico de plantão não encontrou sinais de agressão ou uso de força no corpo”, refere o blogue cipriota, referindo, mais uma vez, que a causa exacta da morte será determinada após a autópsia e que “a investigação sobre o incidente está em andamento”.
“Carta” contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação para inteirar-se das causas destas mortes e da situação geral dos cidadãos moçambicanos residentes naquele país. A instituição prometeu dar resposta assim que reunir os dados relevantes em torno destes casos. Informações não confirmadas indicam que vivem naquela ilha perto de 200 moçambicanos, na sua maioria estudantes.
Refira-se que os dois moçambicanos não são os únicos que perderam a vida misteriosamente nos últimos dias, no Chipre. O Cyprusnews247 reporta mais dois casos, envolvendo também jovens com idades entre 23 e 25 anos, cujas nacionalidades não foi possível apurar com exactidão.
Trata-se de Can Bereketoğlu, de 25 anos de idade, que foi encontrado morto na sua casa, por volta das 13h00 do dia 25 de Janeiro, em Gazimağusa. “Um exame externo realizado pelo médico legista não encontrou sinais de agressão ou violência no corpo. As autoridades informaram que a causa exacta da morte será determinada após a autópsia. A investigação policial sobre o incidente está em andamento”, refere a publicação.
No entanto, o site de notícias kibrispostasi.com, da República Turca do Norte de Chipre (um estado autodeclarado na parte norte da ilha de Chipre, reconhecido apenas pela Turquia), refere que Bereketoğlu teria falecido por intoxicação por monóxido de carbono, após levar para dentro de casa um fogão a carvão aceso para se aquecer.
A outra vítima é Basel Abdalk Karım Yousef Hamad, de 23 anos de idade, que morreu em sua residência, em Girne, depois de adoecer repentinamente. “O incidente ocorreu no dia 23 de Janeiro de 2026, por volta das 11h00. Um exame físico realizado por um médico de plantão não encontrou sinais de agressão ou violência no corpo. A causa exacta da morte será determinada após a autópsia. Uma investigação sobre o incidente está em andamento”, sublinha.
Refira-se que o Chipre é considerado um dos países mais seguros da Europa, apresentando índices de criminalidade baixos, tanto no sul quanto no norte do país. A criminalidade violenta é rara, sendo mais comuns crimes contra o patrimônio, como vandalismo e roubo. (Carta)





