A transitabilidade rodoviária na Estrada Nacional Nº 1, no troço Save-Muxúnguè, na província de Sofala, voltou à normalidade, após a diminuição do caudal da bacia hidrográfica do Rio Gorongosa, cujas águas tinham galgado a ponte sobre o mesmo rio (em 30 centímetros), criando dificuldades para a circulação de viaturas e pessoas.
O facto foi anunciado esta quarta-feira pelo Secretário de Estado da Província de Sofala, Manuel Rodrigues, em conferência de imprensa concedida aos jornalistas, após uma visita ao local. Manuel Rodrigues afirma que a província de Sofala tem recebido “muita água”, proveniente de Manica, Zimbabwe e África do Sul.
“Esta água não é só da chuva que cai na província de Sofala, é também a água que vem da província de Manica, do Zimbabwe e da África do Sul”, disse o político, sublinhando que a interrupção do tráfego rodoviário se deveu a questões de segurança.
Lembre-se que a EN1 esteve quase intransitável desde domingo no troço Save-Muxúnguè. Primeiro, a circulação esteve interrompida por 24 horas (domingo para segunda-feira) após as águas do Rio Muar causarem erosão nos acessos à ponte sobre o mesmo rio, no distrito de Machanga, província de Sofala.
Já na segunda-feira, após a reabertura da via, os automobilistas voltaram a enfrentar desafios no mesmo troço (Save-Muxúnguè), com o caudal do rio Gorongosa a subir e galgar a estrada e a respectiva ponte, condicionando o tráfego rodoviário na principal estrada do país.
Imagens partilhadas por internautas que se fizeram à via debaixo da chuva mostram a EN1 novamente degradada no troço Save-Muxúnguè, recentemente reabilitado em “silêncio e sem triunfalismo”, como disse o Chefe de Estado em seu Informe Anual sobre o Estado Geral da Nação.





