Projecções do Governo apontam para um crescimento na ordem de 4,3% nosector extractivo, em 2026. As estimativas constam do Plano Económico e Social e Orçamento doEstado (PESOE) para 2026, que justifica o facto com o aumento da produção de carvão (coque e térmico), areias pesadas (ilmenite, zircão e rutilo), ouro, rubi e materiais de construção.
No entanto, as estimativas do PESOE 2026 representam uma contracção na ordem de 1,1% em relação às de 2025. Lembre-se que, para 2025, o Governo perspectivou um crescimento de 5,4% para o sector da indústria extractiva, sustentado pelo aumento da produção do gás natural, grafite, rubi, calcário, materiais de construção e do carvão mineral.
Segundo o Governo, o crescimento de 2026 “será sustentado pelo início da actividade por parte das novas concessões, aumento da capacidade produtiva das empresas e pela entrada em funcionamento da infra-estrutura integrada de GPL, gás natural e petróleo leve”.
O Governo afirma que o sector extractivo perspectiva a produção de um total de 38 tipos de recursos minerais sólidos, dos quais seis metálicos, 16 não metálicos, rocha ornamental, 13 pedras preciosas e semi–preciosas e dois combustíveis. Também “foi planificada a produção de hidrocarbonetos em onshore e offshore”, sublinha.
Detalhando, o Executivo refere que, nos minerais metálicos, destaca-se a produção do ouro e das areias pesadas, com previsões de crescimento de 4,4% e 5%, respectivamente. “O aumento na produção de ouro resultará do bom desempenho das duas principais empresas do sector e do investimento na ampliação da capacidade produtiva. O crescimento das areias pesadas será impulsionado pelo início das operações de duas empresas nas províncias da Zambézia e Cabo Delgado”, assegura.
No grupo dos minerais não metálicos, o PESOE destaca o calcário e a grafite, com previsões de crescimento de 20% e 10%, respectivamente, sendo que, segundo o Governo, o aumento na produção de grafite será impulsionado pelo início e consolidação das actividades de uma empresa licenciada na província do Niassa.
“Para as pedras preciosas e semi-preciosas, destaca-se o rubi, com maior peso na estrutura global, que prevê um ligeiro crescimento na ordem dos 3% em relação ao projectado até finais de 2025. Esta previsão está associada à paralisação das actividades de produção da terceira maior empresa produtora desta gema”, destaca a fonte, garantindo que a produção de carvão mineral poderá alcançar uma taxa de crescimento médio na ordem de 15%.
As perspectivas de crescimento na produção do carvão mineral devem-se à melhoria das plantas de processamento nas empresas carboníferas em Tete, “não obstante a tendência de uma ligeira queda no preço do carvão no mercado internacional, como resultado do aumento da comercialização de energia limpa”.
Quanto aos hidrocarbonetos, o Governo prevê um decréscimo de 9% na produção, “como resultado da paragem programada de manutenção da plataforma Coral Sul, bem como da redução dos níveis de produção de gás natural nos campos de Pande e Temane”, facto que confirma as estimativas avançadas em Julho no Cenário Fiscal de Médio Prazo 2026-2028, que indicam a redução das receitas do gás natural do Rovuma a partir deste ano até 2026.





