O Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, garante que Moçambique vive, neste momento, um ambiente de estabilidade político-militar, caracterizada pelo “normal funcionamento” de todas instituições do Estado e privadas, assim como pela “livre circulação de pessoas e bens”.
Chapo deu esta garantia, nesta segunda-feira, durante o encerramento cursos de Defesa Nacional (CDN), de Estado-Maior Conjunto (CEMC) e de Promoção a Oficial Superior (CPOS), ministrados pelo Instituto Superior de Estudos de Defesa “Tenente-General Armando Emílio Guebuza” (ISEDEF).
Segundo Daniel Chapo, “a situação político-militar da República de Moçambique é estável, caracterizada pelo normal funcionamento de todas as instituições do Estado e privadas, assim como a livre circulação de pessoas e bens, onde a democracia e o respeito pelas leis é o denominador comum”.
Para o Presidente da República, os ataques terroristas que ainda se verificam em algumas zonas da província de Cabo Delgado e Nampula são apenas “alguns focos”, sendo que, “nos últimos tempos, temos recebido relatórios de alguma melhoria da situação”.
“É esta relativa melhoria do ambiente, comparativamente ao ambiente anterior, em que todas as vilas que fizemos referência estavam completamente ocupadas, e neste momento não estão, que contribuiu para a TotalEnergies levantar a cláusula de «força maior», abrindo o caminho para a retoma do Projecto de Gás Natural Liquefeito em Cabo Delgado”, disse.
Chapo clarifica que, o facto de considerar os actuais ataques terroristas como “alguns focos” não significa que “já não há terrorismo em Cabo Delgado”. “Não! Simplesmente, estamos a dizer que as nossas Forças Armadas, as Forças de Defesa e Segurança, no seu todo, estão no terreno a defender o seu povo destes ataques esporádicos que ainda acontecem na província de Cabo Delgado e que provocam a deslocação das nossas populações”, enfatizou.
ISEDEF deve assessorar o Governo no combate ao terrorismo
Num auditório que contou com a presença de Armando Emílio Guebuza, antigo Presidente da República, Chapo desafiou o ISEDEF a assessorar o Governo no combate ao terrorismo, através de estudos proactivos.
Afirma que, a nível global, as instituições de ensino superior “têm estado a desdobrar-se no estudo de vários fenómenos que ameaçam as leis democráticas, o Estado de Direito, o funcionamento das instituições e a soberania das nações, com intuito de assessorar os Governos a lidarem da melhor forma com esses desafios”.
Por isso, quer que o ISEDEF assessore e apoie o Governo, por meio de estudos, pesquisas e formações especializadas, “na formulação de um pensamento estratégico nacional” com vista à defesa do país. Defende que o ISEDEF deve continuar a reinventar-se “na busca de respostas” a desafios como terrorismo, manifestações populares e outras acções.
“Uma das respostas passa por formar e colocar no mercado, quadros com habilidades e valências capazes de perceber com antecedência, enfrentar e vencer qualquer tipo de ameaças, tendo como fim último a melhoria da paisagem securitária do nosso país”, disse o Chefe de Estado, para quem o ISEDEF “não pode ficar à espera de orientações superiores para fazer estudos sobre determinadas matérias de interesse para a defesa do nosso Estado moçambicano”.
“Queremos orientar o ISEDEF para tudo fazer de modo a estar, sempre, um passo mais adiantado do que os inimigos do nosso povo. Urge estar permanentemente a estudar e a monitorar as artimanhas dos terroristas, com intuito de assessorar as Forças de Defesa e Segurança na concepção de melhores estratégias e tácticas de combate a este mal, no Teatro Operacional Norte”, sublinhou.





