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21 de September, 2025

Beira rende-se a VM7, com Anamola “capturando” o bastião da Renamo e do MDM

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O lançamento do partido Anamola (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), de VM7, neste sábado na Beira, 20 de Setembro, destapou o véu da sua estratégia de conquista do poder.  E a Beira acenou positivamentente a essa “desmaputização”: VM7 barricou- se no centro para atacar a sul e a norte.

No Chiveve, o potencial do Anamola retirar o protagonista à Renamo e MDM é enorme. Seu acolhimento foi promissor, com milhares de jovens participando da festa venancista. E Beira parou “literalmente” para receber, acolher, proteger e ouvir Venâncio Mondlane: dos seus propósitos políticos, sua promessas infindáveis de oferta de bem-estar do povo moçambicano, no bojo de um eleitorado hegemonicamente jovem ávido de mudanças e acesso a coisas básicas como saúde, emprego e habitação.

No largo do Mangacine, designação original de complexo recreativo cinematográfico oficialmente designado Cinema 25 de Setembro, encravado num espaço junto à passagem de nível da Manga, reiteradamente concorrido para propaganda política, Venâncio Mondlane saiu-se a contento. No seu discurso, ele lamentou, por um lado, de forma crítica e consequente, o insucesso da governação actual da Frelimo e transmitiu seu propósito político: visa conferir dignidade à vida dos moçambicanos. “Carta” observou, no terreno, um aclamação exuberante do povo da Beira à figura de Venâncio António Bila Mondlane Jr.

Neste mesmo sábado, 20, na  Cidade da Beira, o Anamola iniciou seu primeiro Conselho Nacional. O encontro, de três dias, reúne mais de 300 delegados, incluindo convidados estrangeiros, e é considerado um dos eventos mais marcantes do calendário político do ano.

Porquê a Beira?

A escolha da Beira para o lançamento do Anamola não foi por acaso: reconhecida como bastião da oposição em Moçambique, a Cidade da Beira é o epicentro histórico da Renamo e do MDM. A aposta de Mondlane representa uma tentativa de ‘capturar’ simpatizantes ‘desmotivados’ ou ‘descontentes’ face às actuais lideranças políticas do país, sem excepção, incluindo a hegemonia oposicionista. E, simbólico disso, um conjunto de membros das forças residuais da Renamo apartou-se esta semana do partido cuja união se desmorona a olhos vistos sob liderança cinzenta e decadente do General Ossufo Momade.

Para além desta carga simbólica, a Beira é vista como exemplo de paz e civismo: Venâncio Mondlane chegou e foi recebido com a cordialidade e segurança necessários, em contraste com a realidade recente, quando Venâncio Mondlane veio a Beira e foi ‘reprimido’ pela PRM durante a sua mini-digressão pelo país, no sangrento Outubro que deu o sinal de estocada para a temporada das ‘’manifs’’ pós-eleitorais por si telecapitaneadas mormente refugiado no estrangeiro. Pelo menos por estes dias, Beira parece rendida aos encantos de VM7 e sua ‘’entourage’’ revolucionária. Beira é ‘’wawa’’ dele! (Falume Chabane, na Beira)

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