Moçambique vai, amanhã, testemunhar o lançamento oficial do partido ANAMOLA (Aliança para um Moçambique Livre e Autónomo), a mais recente formação política nacional, criada há um mês pelo ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane. O acto terá lugar na cidade da Beira, província de Sofala, no decurso da primeira reunião do Conselho Nacional daquele partido, que inicia este sábado e termina na próxima segunda-feira.
Lembre-se que o primeiro Conselho Nacional do ANAMOLA – um órgão equivalente ao CC (Comité Central) da Frelimo – foi anunciado no passado dia 19 de Agosto, no fim da I Sessão Extraordinária da Comissão Executiva do partido. Inicialmente, o evento estava previsto para decorrer na cidade de Maputo entre os dias 21 e 22 de Setembro, mas, por razões ainda não conhecidas, o evento foi transferido para a segunda maior cidade do país.
Naquela que será a primeira maior reunião de sempre, o Conselho Nacional do ANAMOLA deverá, entre outros pontos da agenda, confirmar Venâncio Mondlane como Presidente do partido, um cargo que vem desempenhando de forma interina desde o passado dia 19 de Agosto. Deverá, igualmente, eleger o Secretário-Geral do Partido; os membros da Comissão Política; e os membros do Conselho Nacional. Também deverão ser debatidos e aprovados os Estatutos do partido.
Até ao momento, para além de ser dirigido, interinamente, pelo ex-candidato presidencial, o ANAMOLA conta com Alberto Manhique como Secretário-Geral e o jurista Dinis Tivane como porta-voz. Por sua vez, Elsa Ritchua e David Bandeira são, respectivamente, chefe e chefe-adjunto de mobilização, enquanto Graciete Vanessa é a Secretária Financeira.
Na Sessão Extraordinária da Comissão Executiva de 19 de Agosto, realizada na cidade de Maputo, o ANAMOLA aprovou, igualmente, a criação das organizações sociais do partido, nomeadamente, a AMA (Aliança Mulher ANAMOLA), encabeçada por Flávia Nhavoto; AJA (Aliança Jovem ANAMOLA), liderada por Saquina Jasse; e a ALO (Aliança de Ouro), constituída por anciãos e que está a ser dirigida por Albertina Matavele.
A Comissão Executiva do ANAMOLA aprovou também os princípios fundamentais para a identidade visual do partido e o sistema de membros e quotas, sendo que a inscrição será feita por um sistema electrónico. Na altura, lembre-se, o partido disse que parte das quotas será usada para compensação às vítimas das manifestações pós-eleitorais, sendo que os termos serão fixados no Conselho Nacional.
Refira-se que o registo do ANAMOLA, como partido político, foi anunciado na semana finda pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, depois de se ter recusado a registar o partido ANAMALALA, inicialmente requerido por Venâncio Mondlane.





