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6 de August, 2025

Construtora chinesa CJIC diz que falta de asfalto atrasa estradas Intaka-Boquisso e Kongolote-Molumbela

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O empreiteiro chinês CJIC suspendeu, há um mês, a colocação de asfalto nas estradas, em construção, Intaka-Boquisso e Kongolote-Molumbela, na província de Maputo, devido à falta de “agregados de asfalto”, provocada pela “avaria do britador”, disse à “Carta” o representante daquela empresa, Scott Jiang.

“Há falta de agregados de asfalto para a produção do concreto necessário para a camada superficial das duas estradas que estamos a construir. Apenas uma pedreira produz e fornece este material, mas a empresa disse-nos que o britador avariou”, afirmou Scott Jiang.

A paralisação das obras de construção das estradas Intaka-Boquisso, com cerca de sete quilómetros, e Kongolote-Molumbela, com quatro quilómetros, vai comprometer o prazo de conclusão dos trabalhos, acrescentou.

“Estamos sob pressão das comunidades que vão beneficiar das duas infra-estruturas, do município da Matola e do Ministério dos Transportes e Logística, mas o atraso nas obras está relacionado com a falta desse material essencial para a camada de superfície das duas estradas”, afirmou.

O representante da CJIC avançou que os trabalhos arrancaram em Julho do ano passado e deviam durar nove meses, mas o prazo foi estendido por duas vezes. Um dos motivos do atraso foram as manifestações pós-eleitorais que assolaram o país entre fim de 2024 e princípio deste ano, tendo o acampamento da CJIC no Intaka sido vandalizado, sublinhou Scott Jiang. “O trabalho de asfaltagem está paralisado, até hoje o fornecedor ainda não retomou a entrega do material”, reforçou.

Realçou que a construtora está apenas a realizar “trabalhos auxiliares”, até que a entrega dos agregados seja reiniciada. O impacto da escassez de agregados de asfalto deve-se ao facto de apenas uma empresa possuir uma pedreira que produz material com a qualidade e especificidades exigidas nos contratos celebrados com o dono das obras, no caso, o Estado moçambicano, prosseguiu.

A estrada Intaka-Boquisso está avaliada em pouco mais de sete milhões de dólares e a Kongolote-Molumbela está orçada em pouco mais de quatro milhões de dólares, disse Scott Jiang. “Logo que recebermos o material, vamos acelerar a conclusão das obras”, avançou Scott Jiang. Com 12 anos a operar em Moçambique e com mais de mil trabalhadores, a CJIC já realizou várias obras públicas, incluindo escolas e sistemas de abastecimento de água.

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