O número de casos positivos de “Mpox” (varíola dos macacos,) na província do Niassa, subiu de quatro para seis, nas últimas 24 horas, numa altura em que existem dois casos suspeitos no distrito de Milange, na província da Zambézia, ainda por testar.
De acordo com o Boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública, nas últimas 24 horas, foram realizados seis testes, dos quais dois tiveram resultado positivo, ambos no distrito fronteiriço do Lago. Foram também identificados três novos casos suspeitos, actualmente em isolamento domiciliário.
O documento, que apresenta dados referentes ao período de 11 a 16 de Julho, relata que nas últimas 24 horas foram registados três novos casos suspeitos, sem histórico de contacto conhecido. Acrescenta que o país já rastreou, até ao momento, 27 contactos. Até agora, não foi registado nenhum óbito. Foram ainda testadas 21 amostras e mantêm-se em seguimento 27 contactos.
Os dados do boletim diário sobre a Mpox revelam ainda que, além da província da Zambézia, que já regista casos suspeitos, a província de Tete também já é motivo de preocupação. O Ministério da Saúde suspeita que os casos recentes possam ter sido importados do Malawi, dada a fronteira do Niassa com os distritos malawianos como Likoma e Machinga.
A OMS está a colaborar com Malawi para investigar a potencial transmissão transfronteiriça e realizando vigilância activa nos distritos fronteiriços. Moçambique respondeu rapidamente à doença, declarando um surto, activando centros de emergência, instalando centros de isolamento no Lago Niassa e descentralizando a capacidade de testagem.
A OMS está a fornecer apoio técnico, destacando especialistas e fornecendo recursos para a gestão de casos e controlo de infecções. Os esforços coordenados entre Moçambique, Malawi e a OMS visam interromper a transmissão e proteger a saúde pública na região.
Entretanto, as autoridades de saúde na Cidade de Maputo garantem ter capacidade técnica para detectar possíveis casos de Mpox na Capital do País. A garantia foi dada pela Vereadora de Saúde e Qualidade de Vida, no Conselho Municipal de Maputo, Alice de Abreu, assegurando que ainda não há registo de casos de Mpox nesta urbe.
A fonte falava esta quinta-feira (17), na Décima Terceira Reunião Anual de Coordenação do Pelouro de Saúde e Qualidade de Vida que decorreu sob o lema: Juntos por uma acção comunitária para o alcance da qualidade dos serviços e cobertura universal de saúde.
A Mpox é uma doença perigosa e as autoridades da saúde recomendam evitar o contacto físico com pessoas doentes ou suspeitas, lavar as mãos com frequência e não partilhar roupas ou toalhas com indivíduos infectados. (Carta)





