Depois de o Departamento de Educação Básica da Província de Gauteng, na vizinha África do Sul, ter alertado para o facto do ritmo “AMAPIANO” ser o responsável pela reprovação de 68% dos alunos matriculados no ano lectivo de 2021, agora é a vez do Governo da Província de Inhambane tentar “bloquear” o avanço deste ritmo sul-africano nas escolas daquele ponto do país.
Numa missiva dirigida a todos os Serviços Distritais de Educação Juventude e Tecnologia (SDEJT), com referência nº 76/DPEI/GAB/010-1/2022, datada de 18 de Março de 2022, a Direcção Provincial da Educação de Inhambane alerta àquelas instituições e aos gestores das escolas primárias e secundárias da província para a necessidade de controlarem os alunos que se dedicam à execução daquele ritmo, dentro e fora do ambiente escolar.
Em causa, explica a Direcção Provincial da Educação de Inhambane, está o facto de, nos últimos dias, circularem vídeos de alunos das escolas daquela província a dançarem aquele ritmo sul-africano nas escolas e vias públicas.
Segundo a Direcção Provincial da Educação de Inhambane, os gestores escolares, alunos, pais e/ou encarregados de educação devem identificar as escolas onde o estilo é executado, envolvendo alunos uniformizados (dentro e fora do recinto escolar), assim como promover encontros com diferentes actores da educação (alunos, pais, encarregados de educação, professores e trabalhadores) para perceber deles sobre o comportamento dos alunos dentro e/ou fora da escola.
A instituição defende ainda a necessidade de se explicar os alunos “as vantagens e desvantagens” de dançar AMAPIANO no contexto moçambicano; e pede a sensibilização de toda a comunidade escolar a intensificar acções de educação cívica que garantam o normal funcionamento das escolas.
Refira-se que AMAPIANO é um ritmo sul-africano que, nos últimos anos, tem ganho espaço no mundo, em particular na região Austral de África. Aliás, na vizinha África do Sul, adolescentes e jovens chegam a abandonar a escola para se dedicarem à produção daquele ritmo musical. (Marta Afonso)





