O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou esta quinta-feira (02) que Paris não tem intenção de retornar às políticas anteriores de interferência em África.
Ele chegou a Libreville, no Gabão, na quarta-feira (01), no início de um périplo por quatro países africanos, com o objectivo de restabelecer as relações com o continente.
“Prefiro ser muito claro e explícito ao me encontrar com vocês hoje”, disse ele em declarações à comunidade francesa, “no Gabão, como em outros lugares, a França é um interlocutor neutro, que fala a todos e cujo papel é não interferir nas questões políticas internas”.
A visita de Macron a quatro países da África Central ocorre num momento em que a França enfrenta uma onda de hostilidade entre as suas ex-colonias no Sahel, forçando-a a retirar as suas tropas.
Antes de sua visita, ele disse que haveria uma “redução notável” na presença das tropas francesas em África “nos próximos meses” e um maior foco no treinamento e equipamento das forças dos países aliados.
“Decidi sobre uma nova estratégia para todas as nossas bases militares em África. E pedi ao ministro da Defesa e ao chefe do Estado-Maior da Defesa que trabalhem com os seus homólogos para adaptar os nossos arranjos militares”, disse ele.
Macron insistiu que a reorganização “não foi uma retirada nem um desengajamento, mas uma adaptação de um acordo” com os aliados.
Antes de deixar o Gabão, ele participou numa conferência sobre a preservação das florestas tropicais, uma iniciativa que ele e o presidente gabonês Ali Bongo Ondimba apresentaram na conferência climática da ONU do ano passado.
Ainda esta quinta-feira (02), chegou a Angola, escalando hoje à República do Congo e à vizinha República Democrática do Congo.(Carta)





