Pelo menos 11 distritos da província da Zambézia estão assolados pela lepra, uma situação agravada pela fraca resposta à doença, na medida em que somente os distritos de Alto-Molócuè e Namarrói beneficiam, actualmente, de apoio específico de parceiros do sector da saúde. As autoridades afirmam que a doença está a afectar sobretudo as populações das zonas rurais.
Dados divulgados na última sexta-feira pela Supervisora do Programa da Lepra, na província da Zambézia, Alizete Azarias, indicam que, até ao primeiro semestre, foram diagnosticados 787 novos casos da doença em toda a província, contra 500 casos diagnosticados em 2022.
Segundo a fonte, entre os principais desafios estão a localização dos pacientes e a limitada intervenção dos parceiros, factores que dificultam os esforços para reduzir a prevalência da lepra na Zambézia.
Por sua vez, Pedro Safrão, Director Nacional da Missão Contra a Lepra, aponta o estigma, a chegada tardia à unidade sanitária, a desinformação e a discriminação como factores que levam os pacientes a adiar a procura de cuidados nas unidades sanitárias, contribuindo para o agravamento da situação epidemiológica da doença. Salienta ainda que, devido a doença, os pacientes são muitas das vezes excluídos de participar nas acções de desenvolvimento, incluindo em actividades da igreja. (Carta)





