O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou, esta quarta-feira, em Matutuíne, a continuidade e o reforço das acções de combate à criminalidade, respondendo às preocupações apresentadas pela população durante um comício popular que marcou o início da sua visita de trabalho de três dias à província de Maputo.
Perante a comunidade, o Chefe do Estado destacou o combate aos raptos, ao tráfico e consumo de drogas, à corrupção e a outras práticas que afectam a segurança e o bem-estar da população.
Chapo afirmou que a luta contra a criminalidade é uma responsabilidade das instituições de defesa e segurança, mas sublinhou que a participação dos cidadãos é igualmente indispensável para prevenir e denunciar actos criminosos. “A vossa mensagem falou uma coisa muito importante, que precisamos de combater crimes e nós vamos continuar a trabalhar”, declarou.
O Presidente da República apontou particularmente para os raptos e para o envolvimento de indivíduos no consumo e venda de drogas, defendendo que estes fenómenos não devem ser encarados como situações normais nas comunidades. “Essa é nossa tarefa, porque estes males não podem conviver connosco e nós não podemos continuar a achar normal”, afirmou.
O Presidente da República manifestou também preocupação com o consumo de drogas entre os jovens de Matutuíne, com destaque para a suruma, apelando à comunidade para que assuma uma postura activa na prevenção deste fenómeno.
Na sua intervenção, defendeu que a construção de comunidades seguras exige unidade, vigilância e trabalho, colocando a população no centro dos esforços de prevenção da criminalidade. “E para isto acontecer, temos que fazer três coisas principais: tem que haver unidade entre nós, irmãos moçambicanos; tem que haver vigilância. Em qualquer país no mundo, o melhor polícia é o seu povo. Temos que estar todos vigilantes”, afirmou.
A mensagem presidencial foi igualmente associada à necessidade de criar condições para o desenvolvimento económico e social do país. Segundo Chapo, a paz, a justiça e a segurança devem caminhar lado a lado com o trabalho dos cidadãos, incluindo os que se dedicam à pesca, à agricultura e ao comércio informal.
Apelou ainda à preservação da unidade nacional e à rejeição da violência, da desinformação e dos discursos de ódio, defendendo que as diferenças políticas, religiosas e sociais não devem impedir a convivência pacífica entre os moçambicanos.
Para o Chefe do Estado, a prevenção da criminalidade passa pelo envolvimento directo das comunidades e pelo reforço da vigilância comunitária como mecanismo de protecção colectiva. “E tem que haver trabalho. A paz é que vai mudar Moçambique e todos nós temos que estar vigilantes para que haja segurança”, afirmou.
Reiterou, por outro lado, que o combate à criminalidade deve abranger todas as práticas que prejudicam a população, incluindo o consumo e a venda de drogas, defendendo uma acção concertada para enfrentar estes problemas e garantir a paz, a segurança e a harmonia nas comunidades.
O comício popular realizou-se no primeiro dia da visita de trabalho de três dias de Chapo à província de Maputo, no âmbito da agenda de Governação de Proximidade, Participativa e Inclusiva. A deslocação prevê encontros com comunidades, reuniões com estruturas governativas e acompanhamento de iniciativas de desenvolvimento local.





