Três crianças da mesma família, com idades compreendidas entre dois e nove anos, perderam a vida na madrugada deste sábado, na sequência de um incêndio que consumiu parte de uma residência no bairro Picoco, no distrito de Boane, província de Maputo.
Segundo informações preliminares recolhidas no local pela imprensa, o fogo teve início no quarto dos pais, enquanto as crianças dormiam num compartimento separado. O intenso fumo propagou-se rapidamente pelo interior da casa, provocando a asfixia das vítimas antes que estas conseguissem escapar.
Na altura do incidente, os pais encontravam-se na igreja (a fazer vigília), tendo regressado à residência por volta das 06h00, quando se depararam com a trágica cena e encontraram os filhos já sem sinais vitais.
Os corpos das três crianças foram removidos por uma agência funerária, após o trabalho de perícia realizado pelas autoridades competentes. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deslocou-se ao local para recolher evidências e apurar as circunstâncias em que ocorreu o incêndio.
O líder comunitário do bairro Picoco afirmou que a comunidade foi surpreendida pela tragédia e revelou que existem suspeitas de que o incêndio possa ter sido provocado de forma intencional. “Recebemos a notícia logo pela manhã de que três crianças tinham perdido a vida. É uma situação muito triste e estranha. Suspeitamos que alguém possa ter ateado fogo à residência durante a noite, mas aguardamos o esclarecimento das autoridades. A comunidade clama por justiça”, declarou.
Apesar das suspeitas levantadas por membros da comunidade, as autoridades ainda não confirmaram a origem do incêndio nem a eventual existência de acção criminosa. As investigações prosseguem para determinar as causas do sinistro e identificar eventuais responsabilidades.
A tragédia mergulhou o bairro Picoco em profundo luto, com familiares, vizinhos e líderes comunitários a manifestarem consternação perante a morte das três crianças. As autoridades apelam à população para que aguarde pelos resultados da investigação oficial e evite a divulgação de informações não confirmadas, enquanto o SERNIC prossegue com os trabalhos de apuramento dos factos.





