Os mecanismos de diálogo desenvolvidos pelas autoridades locais em colaboração com a direcção do Hospital Central de Nampula permitiram que a greve anunciada pelos médicos, a partir desta semana, fosse adiada, enquanto os sectores competentes tratam dos pagamentos das horas extraordinárias que o Estado deve a esses profissionais de saúde.
O director dos serviços de Urgência do Hospital Central de Nampula, Suleimane Isidoro, esclareceu que, após o diálogo, os médicos decidiram adiar a greve por 30 dias, enquanto decorrem os procedimentos administrativos para a resolução dos problemas levantados.
“O que aconteceu é que o hospital recebeu um comunicado de um grupo de médicos que estão neste hospital a trabalhar, que desde o mês de Janeiro deste ano e parte do ano passado não estão a receber as horas extras, que é o trabalho que é realizado a nível das urgências. O hospital reuniu-se com os médicos, fez saber das recomendações que tinha da reunião que teve com sua excelência secretário de Estado no ano passado”, avançou.
“Estamos a resolver pontualmente cada ponto de tal forma que os médicos compreenderam e decidiram colocar uma trégua de pelo menos 30 dias, enquanto estão à espera da solução do problema”, acrescentou.
Refira-se que o Hospital Central de Nampula, além de atender pacientes daquela província, recebe também outros provenientes das províncias de Cabo Delgado e Niassa.



