Aboobacar Sumaila, empresário detido na terça-feira (06), no âmbito das investigações em curso a alegadas práticas de corrupção no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) foi “operador de câmara” na Televisão de Moçambique (TVM) e foi expulso do canal público, disse à Carta de Moçambique fonte próxima do suspeito.
A fonte avançou que Sumaila foi alvo de um processo disciplinar, mas não especificou as infracções laborais que levaram à expulsão do empresário.
Já fora da estação pública, abriu, em 2020, a RAM TV, um canal sem expressão no sector e mencionado nas investigações ao INSS, desenvolvendo também actividades na área de serigrafia e catering.
Nos primeiros anos de existência, a estação produzia um programa denominado “Conflitos Laborais”, que abordava problemas entre trabalhadores e empresas, matérias sobre as quais trabalhou Joaquim Siúta, como inspector-geral do Trabalho, antes de ser nomeado director-geral do INSS.
Após a detenção do empresário, fonte de “Carta” relatou que uma equipa do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deslocou-se às instalações da RAM TV, onde recolheu equipamentos e documentos considerados de grande valor probatório pelos investigadores, deixando os funcionários em clima de incerteza.
Sediada no Bairro Central A, na Cidade de Maputo, na Av. Ahmed Sekou Toure, nº:1104, a RAM TV é uma organização empresarial que presta serviços de comunicação social.
Iniciou as suas emissões em 2020, produzindo conteúdos educativos e informativos de modo a influenciar o público na busca de soluções aos desafios actuais.
No contexto das investigações a alegados casos de corrupção no INSS, foram também detidos o director-geral, Joaquim Siúta, o director financeiro, Jaime Nhavene, o chefe da Unidade Gestora Executora das Aquisições, José Chidengo, acusados de “instrumentalização de concursos para desvio de fundos”




