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Actualizado de Segunda a Sexta

29 de March, 2026

Regresso de Manuel Chang a Maputo refém das autoridades portuguesas

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Está temporariamente bloqueado o regresso de Manuel Chang a Maputo, sete anos e três meses depois da sua detenção, em Johannesburg, África do Sul – quando viajava da capital moçambicana com destino ao Dubai, nos Emirados Árabes Unidos –, por ordem da justiça norte-americana. O “bloqueio” deve-se a aspectos burocráticos, exigidos pelas autoridades portuguesas, país por onde o antigo Ministro das Finanças deverá passar no seu regresso ao país.

De acordo com o Jornal SAVANA, o regresso de Chang foi “bloqueado” pela Transportadora Aérea Portuguesa, alegando que o “documento de emergência” emitido pela Embaixada de Moçambique, nos Estados Unidos da América (EUA), não foi previamente autorizado pelas autoridades portuguesas.

Liberto das celas no passado dia 26 de Março, Manuel Chang tinha sua viagem a Maputo programado para o mesmo dia, com ligação em Lisboa, porém, o regresso foi cancelado. O SAVANA reporta que, no dia seguinte, os advogados de Chang solicitaram a intervenção do Tribunal para facilitar a “deportação imediata” do antigo governante que, neste momento, está sob custódia dos serviços de imigração.

Os advogados do antigo Ministro moçambicano das Finanças, diz o SAVANA, explicam que o “documento de emergência” foi partilhado e aprovado pelos serviços de imigração norte-americanos, tal como o itinerário da viagem, que inicia em Boston e termina em Maputo, com passagem em Lisboa.

“Infelizmente, quando o Sr. Chang chegou ao aeroporto, foi informado que a TAP Air Portugal não permitiria o seu embarque porque o seu documento de viagem de emergência, emitido pela Embaixada de Moçambique, não tinha sido previamente aprovado pelas autoridades em Portugal, que cuidariam do Sr. Chang durante a sua escala”, refere a nota citada pelo SAVANA, sublinhando que, neste momento, Chang está detido no Centro Correcional do Condado de Plymouth, em Massachusetts.

A equipa de assistentes de Manuel Chang – que se encontrava a cumprir uma pena de 102 meses de prisão (oito anos e seis meses) por conspiração para cometer fraude electrónica e branqueamento de capitais, no âmbito das dívidas ocultas – queixa-se ainda da falta de cooperação dos serviços de imigração norte-americanos.

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