O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou à Polícia da República de Moçambique (PRM) para intensificar as operações de desarmamento e neutralização de circuitos de armas ilegais, considerando que a segurança das comunidades e a estabilidade do país dependem do controlo rigoroso deste fenómeno. Chapo lançou o apelo ontem, em Maputo, durante a XXI Cerimónia de Graduação de Oficiais e Mestres em Ciências Policiais, na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL).
“Desafiamos a Polícia da República de Moçambique a redobrar esforços no combate à proliferação de armas de fogo em posse ilegal, intensificando as acções de desarmamento, apreensão e neutralização dos circuitos ilícitos de armas, que alimentam a criminalidade violenta e colocam em risco a vida do povo moçambicano”, vincou.
O Chefe do Estado sublinhou que o combate à circulação ilegal de armas não é apenas uma questão operacional, mas um imperativo estratégico para garantir a paz e a ordem pública. “Retirar armas das mãos dos criminosos é salvar vidas, é salvar o povo moçambicano. É reforçar a autoridade do Estado moçambicano. É semear sossego nas famílias”, afirmou.
Chapo enfatizou que a nova geração de oficiais, formada com base científica e ética, deve utilizar tecnologia, investigação avançada e capacidade analítica para desmantelar redes criminosas que abastecem a violência.
Segundo o chefe do governo, uma acção firme contra armas ilegais cria um ambiente seguro para os cidadãos e favorece a confiança na justiça e no Estado. O Presidente reforçou que a autoridade do Estado deve ser exercida com legitimidade e firmeza, respeitando a lei, de forma a proteger o bem comum e a estabilidade institucional.
“O monopólio legítimo da força é responsabilidade histórica do Estado em proteger o bem comum, garantir a ordem constitucional e assegurar que a liberdade de uns não se transforme em ameaça para outros”, disse.
Chapo disse ainda que a redução da circulação ilícita de armas terá efeitos positivos na sociedade e na economia, uma vez que a segurança pública é condição essencial para o desenvolvimento e a atracção de investimentos. “Cada operação bem-sucedida contribui para fortalecer a paz, consolidar a autoridade do Estado e garantir a confiança da população”, vincou.
Com o encerramento do curso, a ACIPOL coloca ao serviço da PRM 203 oficiais Licenciados em Ciências Policiais e 61 mestres em Segurança Pública e Investigação Criminal, com o encerramento do oitavo curso de mestrado, simbolizando o reforço das capacidades institucionais do país na defesa da segurança interna e do bem-estar.





