O Governo moçambicano diz estar a par do processo de despedimentos levado a cabo pela Mozal, no quadro do encerramento das operações da indústria de fundição de alumínio, em Moçambique. A afirmação foi dada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, após a V Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada na última terça-feira, em Maputo.
“Sobre a cessação de contratos pela Mozal, sim, temos conhecimento. Temos estado a par”, disse Impissa, assegurando que o processo está a ser acompanhado pelos Ministérios do Trabalho e dos Recursos Minerais e Energia.
A Mozal anunciou oficialmente, a 16 de Dezembro de 2025, a suspensão das suas operações de fundição de alumínio no Parque Industrial de Beluluane, na província de Maputo, com efeitos a partir de 15 de Março próximo. A decisão deve-se à falta do acordo com o Governo para o fornecimento de energia a preços competitivos e suficientes após o fim do actual contrato.
Com a suspensão das operações, 1.059 postos de trabalho serão extintos, levando igual número de trabalhadores ao desemprego. Apenas 30 trabalhadores irão permanecer para os trabalhos de manutenção, segurança e assegurar o cumprimento das obrigações ambientais.
Todavia, a Mozal garante a devida indemnização aos trabalhadores que serão afectados. Os custos únicos para colocar a Mozal em regime de manutenção e conservação, incluindo custos de rescisão de contratos de trabalho e de desligamento de funcionários, deverão ser de aproximadamente 60 milhões de USD.
A Mozal prevê ainda gastar aproximadamente 5 milhões de USD, por ano, com a manutenção e conservação da indústria. Refira-se que a Mozal Aluminium está localizada perto de Maputo, Moçambique. A fundição produz alumínio primário de alta qualidade para os mercados interno e de exportação. A South32 detém 63,7% da Mozal, a Industrial Development Corporation of South Africa Limited detém 32,4% e o Governo da República de Moçambique detém 3,9%.





