O Governo lamentou a detenção, nesta terça-feira, da administradora do distrito de Xai-Xai, província de Gaza, Argilência Chissano, por alegado desvio de bens destinados a ajudar às vítimas das cheias e inundações, que devastaram severamente aquela província e não só.
“Lamentamos o caso, este e qualquer outro similar, mas vamos aguardar as informações precisas para dar seguimento ao melhor tratamento das populações. Essa é a nossa prioridade”, afirmou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, respondendo a perguntas dos jornalistas, no final da V Sessão Ordinária do Conselho de Ministros.
Segundo Impissa, que começou por dizer que o Governo “não precisa de pronunciar sobre essa matéria porque é um assunto de polícia”, a lei deve ser aplicada para todos, independentemente da sua posição social. “Fez referência da administradora, poderia ser qualquer outro cidadão comum a desviar, mas as regras são claras e o Governo não precisa de pronunciar porque as regras são claras”, disse o governante.
Doravante, o Executivo pretende continuar a informar-se sobre a detenção da administradora, bem como saber como continuar a garantir melhor apoio à população afectada pelas cheias e inundações. “O mais importante agora é que o Governo, por ser o dirigente superior do Estado, vai querer se informar sobre os contornos (isso sim) que é para saber efectivamente como evitar e que papel desempenhar para lidar com isto”, afirmou Impissa.
A detenção da administradora de Xai-Xai foi avançada na manhã de ontem pela imprensa e confirmada mais tarde pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na província de Gaza. Além da administradora, o SERNIC diz ter sido igualmente detida uma funcionária ligada ao Gabinete da Governadora de Gaza, de nome Dora Artur.
Falando aos jornalistas, o porta-voz do SERNIC, Zaqueu Mucambe, explicou que durante a operação foram também apreendidos diversos bens retirados do armazém do Governo do distrito de Xai-Xai, entre eles, colchões, produtos alimentares e fardo de roupa usada.
Segundo Mucambe, os produtos apreendidos estão avaliados em mais de 350 mil Meticais. O SERNIC acredita que o esquema poderá envolver mais pessoas, não descartando novas detenções nos próximos dias à medida que a investigação avança.





