O Comando Provincial da Força Local, localizado na vila de Mueda, em Cabo Delgado, está a enfrentar dificuldades para uma expansão efectiva em toda a província, na luta contra grupos terroristas, devido à falta de recursos financeiros, materiais e alimentação.
O porta-voz da força local, Gabriel Cassimuca, que falava sábado (21) na vila de Mueda, pouco depois da recepção de alimentos oferecidos pelo secretário-geral da Frelimo Chakil Aboobacar, disse que o grupo pretende alargar o seu raio de acção para distritos do sul como Balama, Namuno e Mecúfi.
“O nosso objetivo é expandir a força local para toda a província, mas, neste momento, as dificuldades em termos de material e alimentação estão a ser um obstáculo. No entanto, a nossa vontade de expansão continua firme. Não temos força local em Balama, Namuno ou na zona de Mecúfi”, afirmou Cassimuca.
Apesar das dificuldades logísticas, aquele grupo tem trabalhado em estreita colaboração com as Forças de Defesa e Segurança (FDS), desenvolvendo planos conjuntos de intervenção, para o reforço da presença e melhoria da eficácia das operações de segurança, principalmente nas áreas mais afectadas pela insegurança.
Refira-se que, além de logística alimentar, a força local já se queixou de falta de armamento sofisticado e de irregularidades na canalização de subsídios para os seus membros, que, na sua maioria, são veteranos da luta de libertação nacional, seus descendentes e voluntários locais.
O porta-voz da força local em Cabo Delgado também comentou sobre o recolher obrigatório imposto pelo grupo, sobretudo, na vila de Mueda, que desde o início da insurgência não foi alvo de ataques terroristas.
Gabriel Cassimuca justificou que o recolher obrigatório, que começa a partir das 20h00, é uma medida de segurança. “Quanto à circulação aqui no distrito de Mueda, não temos grandes dificuldades, determinamos o tempo, a partir das 20h00 horas em diante não há circulação”, declarou.





