Um grupo de residentes do Posto Administrativo de Maquival, na autarquia de Quelimane, na província da Zambézia, protagonizou actos de vandalismo, na passada quinta-feira, em resultado de uma manifestação movida por alegada falta de chuva. Os populares acreditam que a situação é causada por um grupo de pessoas, em conivência com as autoridades tradicionais locais.
Ao que “Carta” apurou, membros da estrutura local foram agredidos e parte dos seus bens destruída. Igualmente, o Chefe do Posto, Zaqueu Moçambique, foi vítima de agressão física por parte dos populares, que acreditam que os seus líderes e comerciantes bem-sucedidos estão na origem de práticas de magia negra que impedem a queda de chuva desde o início da época chuvosa.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), na Zambézia, assegura que a situação voltou à normalidade em todas as nove comunidades das localidades de Zalala e Maquival, apesar de ainda haver relatos de pessoas que continuam a abandonar a região por temer violência.
A porta-voz da PRM, na Zambézia, Belarmina Henriques, avançou que, para repor a ordem, foi destacada uma Unidade de Intervenção Rápida (UIR), que dispersou os manifestantes e restabeleceu a segurança. A fonte confirmou que um líder tradicional, gravemente ferido, continua hospitalizado, enquanto outras vítimas já tiveram alta hospitalar. Pelo menos oito cidadãos, que a Polícia acredita estarem envolvidos, encontram-se detidos.





