O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) qualificou de “acto bárbaro” o ataque a tiro ao jornalista Carlitos Cadangue, do canal STV, na quarta-feira (04), por desconhecidos, na cidade de Chimoio, capital da província de Manica.
Em comunicado a que “Carta” teve acesso, o SNJ repudia veementemente o que classificou como “um acto bárbaro, cobarde e de clara intimidação” contra um profissional da comunicação social.
A organização sindical sublinha que é inadmissível que jornalistas continuem a ser alvo de violência pelo simples facto de cumprirem o dever de informar.
O SNJ apela ainda às autoridades competentes para que levem a cabo uma investigação séria e célere, com vista ao rápido esclarecimento dos factos, à identificação dos autores morais e materiais do ataque e consequente responsabilização, de modo a evitar a impunidade.
O Secretariado Executivo reiterou, igualmente, o seu compromisso inabalável na defesa dos direitos, da segurança e da dignidade dos profissionais da comunicação social, bem como na luta permanente pelo livre exercício da liberdade de imprensa.
Na nota, são ainda considerados inaceitáveis os actos de intimidação, violência e perseguição contra jornalistas no exercício da sua actividade profissional.
O posicionamento surge na sequência de um atentado à mão-armada de que foi vítima o jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV em Chimoio, capital provincial de Manica.
O incidente ocorreu na noite de 04 de Fevereiro de 2026, quando a viatura em que o jornalista se fazia transportar foi alvejada a tiro, à chegada à sua residência, no Bairro de Trangapasse, nos arredores da cidade de Chimoio.
Carlitos Cadangue estava acompanhado do filho, que viajava sentado na cadeira de passageiro da viatura que era conduzida pelo jornalista, quando indivíduos desconhecidos dispararam contra o carro da viatura. Os autores dos disparos faziam-se transportar num carro e, momentos antes, o filho de Cadangue alertou o pai que os indivíduos eram “bandidos”, de acordo com depoimentos do jornalista.





