As autoridades apreenderam e incineraram, esta semana, pouco mais de 90 quilogramas de carne bovina imprópria para consumo humano no Mercado de Xipamanine, na cidade de Maputo, num momento em que circulam alertas sobre a comercialização de carne proveniente de animais que morreram afogados durante as recentes cheias.
A acção resulta do reforço das operações de fiscalização levadas a cabo por equipas especializadas, no âmbito da prevenção de riscos à biossegurança alimentar. A carne foi encontrada na posse de três comerciantes, sem selo de inspecção veterinária nem documentação que comprovasse a sua origem legal.
Segundo uma nota oficial do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, para além da ausência de certificação, o produto apresentava “sinais claros de deterioração e más condições sanitárias”, motivo pelo qual os técnicos determinaram que não reunia os requisitos mínimos para consumo humano.
A apreensão ocorre num contexto de alerta crescente quanto à possível circulação, nos mercados informais, de carne proveniente de animais que morreram afogados durante as intensas chuvas e cheias recentemente registadas, situação que eleva significativamente o risco de propagação de doenças e de contaminação alimentar.
Dados preliminares do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, em todo o país, 408.118 animais, entre bovinos, caprinos e aves, perderam a vida no período compreendido entre 09 de Janeiro e 04 de Fevereiro, em consequência da nova onda de cheias. Só na província de Maputo, informações anteriores apontam para a morte de mais de mil bovinos durante as inundações registadas no passado mês de Janeiro.





