Cerca de 200 casas, alegadamente construídas em zonas de passagem de água, poderão ser demolidas dentro de duas semanas, no distrito de Boane, na província de Maputo, para permitir o escoamento das águas das chuvas e prevenir inundações. A medida foi anunciada pelo administrador de Boane, Lázaro Mbambamba, e visa minimizar as cheias e inundações que, nos últimos anos, têm afectado aquele distrito.
Segundo Mbambamba, mais de 2.500 pessoas estão abrangidas pelo processo e têm duas semanas para abandonar voluntariamente as suas residências. Findo o prazo, assegura, as autoridades irão proceder à remoção compulsiva e à demolição de casas e muros erguidos em zonas consideradas impróprias.
Desta acção, revela Mbambamba, não haverá qualquer compensação financeira para as famílias afectadas, sendo que o Estado irá apenas atribuir novos terrenos em zonas altas para a construção de novas habitações. Garante haver terrenos para o reassentamento das famílias afectadas, na localidade de Mulotana e em outras zonas do distrito. “Não podemos continuar a permitir construções em bacias de água. Estamos num ciclo vicioso. Quando a água seca, as pessoas voltam a construir no mesmo local”, afirmou o administrador.
Refira-se que mais de 1.000 famílias foram afectadas pelas cheias no distrito de Boane, após o transbordo do Rio Umbelúzi, na madrugada do dia 17 de Janeiro. No entanto, uma semana depois da tragédia, algumas famílias começaram a regressar às suas casas, após a descida do nível das águas.





