A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, denunciou a existência de um alegado movimento que visa desacreditar os programas do Governo e apelou ao patriotismo dos moçambicanos, com especial enfoque nos professores. A “denúncia” foi feita na passada sexta-feira durante a cerimónia de graduação de mais de uma centena de licenciados da Universidade Nachingweia.
A posição da Ministra da Educação e Cultura é expressa num momento em que o sector da educação enfrenta vários desafios, nomeadamente, o atraso no pagamento das horas extraordinárias aos professores que leva a classe a ameaçar sempre a entrar em greve.
A governante diz haver tentativas deliberadas de criação de desinformação com o objectivo de provocar instabilidade. Aliás, lamentou a circulação de informações nas redes sociais que considerou distorcidas, destacando uma publicação que defendeu o seu envolvimento na correcção dos exames. “É impossível uma pessoa sozinha corrigir exames”, disse Tovela, defendendo que tais mensagens contribuem para a confusão e alimentam narrativas contrárias ao trabalho do sector.
Segundo Tovela, sempre que uma etapa é superada com sucesso, surgem tentativas de criar novos problemas para manchar o sector, o que, na sua visão, demonstra a existência de forças interessadas em contrariar os progressos alcançados.
No entanto, reconheceu a existência de dívidas relativas às horas extras, sublinhando que os pagamentos estão a ser efectuados de forma gradual, uma vez que não é possível liquidá-los de uma só vez. Destacou igualmente o empenho da maioria dos professores, que compareceram e participaram nos exames nacionais, à excepção de um grupo de mais de 50 professores que decidiu boicotar o processo.





