Nos últimos tempos, a presença e circulação de grupos terroristas na aldeia de Pangane, no Posto Administrativo de Mucojo, no distrito de Macomia, província de Cabo Delgado, e seus arredores reduziu de forma considerável, segundo relatos de moradores locais.
A aldeia de Pangane, sede da localidade com mesmo nome, foi, ao longo dos últimos meses, o principal centro de logística alimentar dos membros do Estado Islâmico ao nível do distrito de Macomia, um dos mais afectados pelo terrorismo na província de Cabo Delgado.
Moradores de Pangane disseram à “Carta” que a redução dos movimentos terroristas, observada há cerca de um mês na região, deve-se à instalação de uma posição das Forças de Defesa do Ruanda, que têm intensificado acções de patrulha. “Por estes dias não chegam aqui, porque já temos a força do Ruanda que nos está a proteger, então passam longe”, confirmou um dos residentes daquela aldeia.
Além de Pangane, as forças do Ruanda posicionaram-se na sede do Posto Administrativo de Mucojo, facto que lhes permite controlar os movimentos terroristas na região sul da divisão administrativa. Já na vila de Macomia, cidadãos defendem que a colocação de uma posição das tropas do Ruanda, na aldeia de Pangane, é um passo decisivo para o desmantelamento da logística alimentar dos terroristas.
Contudo, os residentes manifestam a sua preocupação com as frequentes patrulhas da embarcação da Marinha moçambicana ao longo da costa, alegando que estas têm limitado a prática livre das actividades pesqueiras. Em ocasiões anteriores, alguns pescadores terão sido mortos enquanto pescavam sob suspeita de pertencerem a grupos terroristas.





