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2 de December, 2025

Moçambique registou 44 mil mortes relacionadas com o HIV/SIDA em 2024

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Moçambique registou, em 2024, cerca de 44 mil mortes associadas ao HIV/SIDA, segundo estimativas nacionais e dados da ONUSIDA divulgados esta segunda-feira pela Primeira-Ministra, Benvida Levi, no âmbito das comemorações do Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA. Do total de óbitos, 10 mil ocorreram em crianças com idades entre os 0 e os 14 anos.

Os mesmos dados indicam que 2,5 milhões de moçambicanos viviam com HIV naquele ano. Em paralelo, foram contabilizadas 92 mil novas infecções, das quais 34 mil em adolescentes e jovens, representando 37% de todos os novos casos.

Segundo a dirigente, a disparidade de género continua evidente: por cada nova infecção em rapazes e homens jovens (15-24 anos), registam-se três em raparigas e mulheres da mesma faixa etária.

As autoridades de saúde sublinham que estes números revelam “a magnitude do desafio” ainda existente e reforçam a necessidade de manter acções robustas de prevenção, tratamento e combate ao estigma.

No que concerne ao progresso no acesso ao tratamento

Para Benvinda Levi, no âmbito do combate ao HIV/SIDA, Moçambique tem reforçado modelos de serviços, ampliado abordagens comunitárias e garantido a continuidade do Tratamento Antirretroviral (TARV), incluindo a dispensa trimestral e semestral de medicamentos, bem como o aumento da capacidade de testagem.

Estas medidas permitiram alcançar, até setembro de 2025, os seguintes resultados: 87% das pessoas vivendo com HIV conhecem o seu estado serológico; 95% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento antirretroviral; 91% das pessoas em tratamento apresentam carga viral suprimida.

Com estes resultados, segundo a dirigente, o país aproxima-se das metas globais 95-95-95 da ONUSIDA, que estipulam que 95% das pessoas vivendo com HIV conheçam o seu estado serológico, 95% das diagnosticadas estejam em tratamento e 95% das pessoas em tratamento tenham carga viral suprimida.

Actualmente, cerca de 2 milhões de moçambicanos estão em tratamento antirretroviral, um dos maiores contingentes de doentes em TARV do mundo resultado do trabalho conjunto dos profissionais de saúde, das comunidades e dos parceiros nacionais e internacionais.

Principais desafios que ainda persistem

Apesar dos avanços, continuam a verificar-se desafios significativos, sobretudo no que diz respeito à cobertura de testagem nas províncias com maior incidência do HIV/SIDA.

O Governo de Moçambique reafirma o compromisso de aprimorar políticas e acções relacionadas com a prevenção, o reforço dos cuidados e tratamento, a protecção das populações mais vulneráveis e a coordenação multisectorial.
Entre as prioridades destacam-se: Reforço da educação sexual nas escolas, abrangendo mais de 7 milhões de estudantes; Expansão do auto-teste do HIV para populações de difícil alcance; Garantia de acesso universal ao TARV, incluindo modelos diferenciados e distribuição comunitária para períodos de 3, 6 e 12 meses; Redução do estigma e discriminação; Proteção de crianças, raparigas adolescentes, mulheres jovens e populações-chave sujeitas a violência e exclusão.

As autoridades destacam ainda a necessidade de ampliar a testagem dirigida a homens, jovens e populações-chave, expandir a profilaxia pré-exposição (PrEP), melhorar a retenção no tratamento e mobilizar mais recursos. (M.A)

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