Quatro barracas do mercado de frango e “magumba”, junto à praia da Costa do Sol, na cidade de Maputo, ficaram completamente destruídas na manhã de segunda-feira (17), após um curto-circuito que desencadeou um incêndio de grandes proporções.
O fogo consumiu diversas mercadorias, incluindo frangos, peixe, electrodomésticos e equipamentos de trabalho. Vários comerciantes relatam que nada pôde ser recuperado.
“Estes dispositivos, o congelador, a aparelhagem, cadeiras, queimaramtodos. Não sobrou nada”, lamentou uma das vendedoras.
As actividades no mercado foram imediatamente interrompidas e os proprietários falam em prejuízos avultados, sobretudo, porque muitos dependem de empréstimos de agiotas para manter o negócio.
“Nem sabemos como vamos pagar a letra deste mês. Ficámos sem nada”, explicou outra comerciante.
As vendedeiras responsabilizam a Electricidade de Moçambique (EDM) pela situação, argumentando que os problemas eléctricos são recorrentes, desde a instalação dos contentores no mercado.
Belmira Zandamela disse que as falhas de energia “são constantes” e acusou alguns técnicos da EDM de só resolverem avarias mediante pagamentos informais.
Adélia Joaquim declarou que a situação se arrasta há mais de quatro anos, apesar de terem reportado o caso ao edil de Maputo, Rasaque Manhique, sem qualquer intervenção até ao momento.
Os vendedores mostraram-se também desapontados com a actuação do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), relatando que um dos carros de bombeiros apresentou dificuldades e que a água foi insuficiente para controlar as chamas de imediato.
“O fogo ainda estava a arder e eles já estavam a ir embora. Não sei se foram buscar água. As coisas não estão bem”, afirmou uma comerciante.
Os comerciantes relatam que este não é o primeiro incêndio a afectar o mercado, onde episódios semelhantes têm ocorrido nos últimos anos, deixando um rasto de destruição e incerteza entre os vendedores





