Num momento em que a Polícia da República de Moçambique (PRM) está empenhada em recolher armas de fogo de mãos alheias, em Pemba, província de Cabo Delgado, aumentam os pedidos de posse e porte de armas. A informação foi avançada há dias pelo Edil daquela cidade, Satar Abdulgani.
Segundo o Presidente do Conselho Municipal de Pemba, a autarquia tem recebido diversos pedidos de declaração de bairro, cujo propósito é solicitar a posse de arma de fogo. A fonte revela que os pedidos são formulados, na sua maioria, por empresários e funcionários do Estado residentes na autarquia.
“Vou deixar aqui um alerta e acredito que a PRM Provincial está atenta a isso. Estamos a receber, na cidade de Pemba, muitos pedidos de declaração de bairro para porte de arma. São funcionários do aparelho do Estado, empresários e alguns cidadãos da nossa praça até pessoas de fora da cidade. É preocupante quando recebemos estes pedidos em massa”, afirmou o Edil.
O autarca da terceira maior baía do mundo, que acolhe centenas de famílias deslocadas vítimas de terrorismo, frisou que, apesar de não ser competência da edilidade autorizar a posse de armas, é necessária maior coordenação institucional entre as autoridades locais, a Polícia da República de Moçambique (PRM) e outros órgãos relevantes, para evitar que a situação se torne descontrolada. Compete ao Ministro do Interior deferir o pedido de porte de armas, em Moçambique.
Refira-se que a segurança em Pemba tem sido um tema de debate recorrente na autarquia entre os residentes, que afirmam sentir-se vulneráveis face ao aumento de furtos e assaltos à mão armada em plena zona urbana e nos bairros arredores da cidade.





