O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) e 34 organizações da sociedade civil enaltecem os progressos que alcançaram na promoção e protecção de direitos humanos, através de uma parceria conjunta denominada IGUAL.
Aquelas organizações da sociedade civil realçaram os ganhos proporcionados pelo programa IGUAL, durante uma reunião que arrancou na quarta-feira (05) e termina hoje, na cidade da Beira, capital da província de Sofala, centro de Moçambique.
“Como CESC, ganhamos duas coisas, com o IGUAL: a possibilidade de aumentar o nosso alcance, enquanto organização de promoção e protecção de direitos humanos, e a de ampliar a nossa abrangência na região do Vale do Zambeze, ganhando pujança e relevância neste espaço geográfico”, afirmou Fidélia Chemane, directora-executiva do CESC, falando no evento.
Chemane avançou que mais do que um nome, o IGUAL é um conceito e uma forma de ser, estar e de se relacionar.
“Foi implementado tendo presente a necessidade de assegurar que as práticas, processos e procedimentos fizessem do CESC e parceiros entidades iguais, com relações horizontais”, enfatizou.
A abordagem mostrou-se fundamental, para o alcance de resultados do programa, que se traduzem no fortalecimento de 17 organizações da sociedade civil, criação de conselhos consultivos e observatórios cívicos activos e dinâmicos.
Essa fórmula contribuiu ainda para o incentivo à participação de mulheres e jovens, geração de rendimento, bem como a protecção social, prosseguiu a directora-executiva do CESC.
Através do IGUAL, o CESC e seus parceiros foram capazes de transformar evidências produzidas nas comunidades em propostas de políticas públicas, campanhas de advocacia e reformas institucionais.
O modelo possibilitou a presença das vozes locais nos espaços de decisão, assegurando que as prioridades comunitárias fossem incorporadas nas agendas nacionais.
A directora-executiva do CEESC afirmou que, apesar dos resultados animadores, as dinâmicas socioeconómicas e demográficas de Moçambique faziam sempre ressaltar a necessidade de investir em jovens, que são, de longe, o maior grupo populacional e um dos mais vulneráveis no país.
“Foi por isso que em 2025 avançamos para as ‘Iniciativas Juvenis’ e deram-nos provas de que iniciativas genuínas de jovens produzem resultados e nos colocam perante novas formas de trabalhar”, sublinhou Fidélia Chemane.
A história do Programa IGUAL começa em meados de 2021, quando o CESC recebeu o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, para responder a desafios persistentes de exclusão social, desigualdade de género, fragilidade institucional e restrição do espaço cívico em Moçambique.
Através dessa parceria, o CESC, através do IGUAL, financiou 17 organizações juvenis e colectivos de jovens nas províncias de Cabo Delgado, Sofala, Manica e Maputo, para implementar projectos inovadores de empreendedorismo social em áreas como economia verde, inovação digital, inclusão económica e social.
De Cabo Delgado a Maputo, as “Iniciativas Juvenis” demonstraram coragem e inovação: jovens formaram vítimas de violência em reparação de motorizadas, criaram ecopontos e hortas sustentáveis, promoveram o reflorestamento e a economia verde, impulsionaram cooperativas criativas e digitais.
O encontro que termina hoje na cidade da Beira marca o encerramento e celebração dos resultados do IGUAL.





