O Governo alertou que o sector da Saúde confirmou os riscos associados ao consumo de “xivotxongo”, bebida destilada de baixo custo, considerando o produto um risco à saúde dos jovens, principais consumidores deste tipo de líquido.
Segundo o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que falava após uma recente sessão do executivo, o “xivotxongo” distingue-se das bebidas tradicionais feitas a partir de frutas, com raízes comunitárias e seculares, tornando esse produto muito prejudicial à saúde.
A bebida é produzida à base de álcool etílico, o mesmo utilizado em desinfecção médica e amplamente usado durante a pandemia da covid-19, afirmou Impissa.
O problema agrava-se porque muitas dessas bebidas apresentam teores alcoólicos irregulares e pouco controlados, variando de garrafa para garrafa. Essa incerteza expõe os consumidores, sobretudo jovens, a riscos sérios.
Dados do sector da saúde revelam que cada vez mais jovens, entre os 18 e os 27 anos, estão a desenvolver doenças que, no passado, só surgiam em pessoas com mais de 30 ou 40 anos. Os relatórios apontam o “xivotxongo” como uma das principais causas.
Face a este cenário, o Governo considera inaceitável “fechar os olhos” ao problema e promete continuar a adoptar medidas para proteger a juventude e a sociedade em geral. O objectivo, segundo as autoridades, é garantir um ambiente mais saudável e menos nocivo para os cidadãos moçambicanos.
Neste contexto, uma comissão multi-sectorial composta pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Polícia da República de Moçambique (PRM) e pela Polícia Municipal (PM) apreendeu 5.655 unidades de bebidas de alto teor alcoólico, avaliadas em cerca de 350.130 meticais. Todo o produto apreendido será destruído.
As autoridades anunciaram ainda o encerramento de 137 estabelecimentos comerciais, muitos deles situados nas imediações de escolas.




