Os ataques terroristas na província de Cabo Delgado forçaram o deslocamento de cerca de 60.000 pessoas em duas semanas, indica a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
De acordo com uma declaração da OIM, os ataques crescentes que começaram em 20 de Julho deslocaram 57.034 pessoas, ou 13.343 famílias, e Chiúre “foi o distrito mais atingido, com mais de 42.000 pessoas desalojadas, das quais, mais de metade são crianças”.
“Até ao momento, cerca de 30 mil deslocados receberam comida, água, abrigo e itens domésticos essenciais. No entanto, a resposta ainda não está na escala necessária para atender às crescentes necessidades”, disse Paola Emerson, chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em Moçambique, citada no documento.
Para Emerson, as reduções drásticas da ajuda externa pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump e por outros organismos internacionais dificultam o trabalho das organizações de ajuda aos necessitados.
“Cortes no financiamento significam que a ajuda que salva vidas está a serreduzida”, disse ela. “A falta de segurança e documentação, além das realocações involuntárias, estão piorando a situação”.
O Plano de Resposta Humanitária da ONU para Moçambique de 2025 recebeu até agora apenas 19% dos compromissos solicitados.
Desde 2017, ataques extremistas violentos em Cabo Delgado mataram pelo menos 4.500 pessoas e deslocaram mais de um milhão. Aproximadamente 4.965 pequenos negócios foram destruídos, deixando comunidades sem meios de subsistência. O desemprego entre os jovens é actualmente de 25% na província, com 35% das raparigas sem emprego nem matriculadas em escolas ou cursos de formação. (AIM)




