Os Estados Unidos da América deportaram cinco homens para E-swatini, como parte da expansão do programa do governo de Donald Trump, de deportação de criminosos para terceiros países, segundo avançou na terça-feira (15) o Departamento de Segurança Interna dos EUA.
Os EUA já deportaram oito homens para outro país africano, o Sudão do Sul, após o Tribunal Supremo ter removido no fim de Junho as restrições ao envio de indivíduos para países onde não têm conexões.
A decisão abriu caminho para que o governo do presidente Donald Trump retomasse a deportação de migrantes para outros países, sem lhes dar a chance de demonstrar os danos que poderiam enfrentar. Por outro lado, a medida garantiu ao governo uma vitória na sua busca agressiva por deportações em massa.
Numa actualização sobre o assunto, a Secretária Assistente de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que os cinco homens são cidadãos do Vietnam, Jamaica, Cuba, Iêmen e Laos, condenados por crimes que vão de estupro de criança a assassinato, e foram deportados de avião até E-swatini.
Ela observou que todos eles eram criminosos condenados e os descreveu como “indivíduos tão bárbaros que os seus países de origem se recusaram a aceitá-los de volta”.
No início deste mês, um alto funcionário do governo norte-americano afirmou que as autoridades de imigração dos EUA podem deportar imigrantes para outros países além dos seus países de origem com apenas seis horas de antecedência.
O governo de Trump expressou a sua intenção de negociar mais acordos com países africanos para aceitar deportados dos EUA. No entanto, algumas nações resistiram, com a Nigéria a declarar que está a rejeitar a pressão dos EUA para aceitar deportados que sejam cidadãos de outros países.
Além disso, os EUA enviaram centenas de venezuelanos e outros para a Costa Rica, El Salvador e Panamá.
Um memorando do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE na sigla em inglês), datado de 9 de Julho, afirma que os migrantes poderiam ser enviados para países que se comprometem a não persegui-los ou torturá-los “sem a necessidade de procedimentos adicionais”.
A nova política do ICE sugere que o governo de Donald Trump pode agir rapidamente para enviar imigrantes para países ao redor do mundo.
Entretanto, as autoridades do Eswatini ainda não comentaram sobre quaisquer acordos para aceitar deportados de terceiros países ou sobre o destino desses indivíduos no seu país.
Eswatini, com aproximadamente 1,2 milhão de pessoas, está localizado entre Moçambique e a África do Sul. É uma das últimas monarquias absolutas do mundo, e a única na África, com o Rei Mswati III governando por decreto desde 1986. O país era anteriormente conhecido como Suazilândia.
Os partidos políticos são amplamente proibidos, e organizações pró-democracia há muito tempo afirmam que Mswati III reprimiu qualquer oposição política, às vezes por meios violentos. (Africa News)





