Vinte e um (21) dias depois do assassinato do Chefe de Reconhecimento da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), a força antimotim da Polícia da República de Moçambique (PRM), a corporação pode voltar a ser abalada por mais um crime hediondo.
Na manhã desta quarta-feira, dois indevidos apontados como sendo agentes da corporação foram assassinados a queima-roupa nas proximidades do Hospital Geral da Machava, no bairro do Infulene, município da Matola, província de Maputo. Os autores ainda não foram localizados.
As vítimas, identificadas como sendo da PRM e do SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal), afectos à 7ª Esquadra da Cidade de Maputo, foram crivados de balas no interior de uma viatura ligeira, quando seguiam no sentido Machava-Cidade de Maputo. Uma das vítimas foi confirmada como sendo membro do SERNIC, uma força contaminada pelo crime organizado.
Até ao momento, não se conhece o motivo daquele crime hediondo, mas vídeos amadores mostram um grupo de cerca de cinco homens disparando a queima-roupa mais de 10 tiros contra as vítimas, sendo que uma, por sinal o motorista da viatura, perdeu a vida no interior da viatura, enquanto a outra caiu no passeio.
A PRM mobilizou uma equipa para o local do crime, entre agentes da Polícia de Protecção, da UIR, do Grupo de Operações Especiais, de Trânsito e do SERNIC, mas até ao momento diz não ter quaisquer informações sobre o caso.
Lembre-se que na noite do dia 11 de Junho, um agente da UIR foi barbaramente assassinado no bairro Nkobe, no município da Matola, por indivíduos até aqui não identificados. Mais de 20 tiros foi disparados contra a vítima que perdeu a vida no local. Na altura, a identidade da vítima foi divulgada em menos de uma hora, porém, estranhamente, a Polícia negou de confirmar os dados, mas acabou assumindo o que a sociedade já sabia quase uma semana após a ocorrência. (Carta)





