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25 de June, 2025

Queremos que ninguém passe fome nos próximos anos – Daniel Chapo

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“Queremos que, nos próximos anos, cada moçambicano não passe fome por falta de alimentação adequada e em todo o momento que tiver necessidade”. Este é o desejo do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, manifestado esta quarta-feira, no Estádio da Machava, no âmbito da comemoração dos 50 anos da independência nacional.

Segundo Daniel Chapo, o jubileu da independência nacional deve servir de momento de reflexão acerca do país que queremos dentro de 50 anos. O estadista afirma que a sua visão para os próximos anos está focada na criação das bases para a independência económica. “Este é um compromisso que vamos honrar por mais desafiante que seja”, assegurou.

“Queremos um Moçambique com sua população saudável, suficientemente capacitada, em especial a juventude e a mulher, participando de forma activa na criação de riqueza e prosperidade para as famílias e para o país. Queremos um Moçambique com instituições públicas cada vez mais fortes e eficientes, desburocratizadas, transparentes e facilitadoras do ambiente de negócios e sem corrupção”, disse o Chefe de Estado.

No seu discurso de mais de uma hora, Chapo disse ainda querer um Moçambique em paz, unido e politicamente estável; um país reconciliado e moralizado, livre do crime organizado; e com uma economia robusta, resultando da exploração transparente dos imensos recursos naturais que possui na terra, no solo, subsolo e no mar.

“Para o alcance deste desiderato, temos que vencer vários desafios e o maior desafio é, sem sombra de dúvidas, a paz e a segurança”, considera o estadista, apontando a insegurança e a instabilidade em algumas regiões do nosso país, como ameaças à paz e ao bem-estar dos cidadãos.

“A pobreza e o desemprego, especialmente entre os jovens, persistem como obstáculos que comprometem o desenvolvimento inclusivo. Continuaremos a orientar as políticas públicas para a criação de emprego, fortalecimento da economia formal e promoção do empreendedorismo, especialmente nas zonas rurais e entre as novas gerações”, reitera.

Segundo Daniel Chapo, os 50 anos da independência nacional trouxeram muitos benefícios e vantagens, entre eles, a liberdade, a dignidade humana e “a igualdade de direitos que nos eram negados pelo regime colonial”. Destaca ainda a redução do índice de analfabetismo, que passou de 93%, em 1975, para 38%, em 2024; o aumento da esperança média de vida, que saiu de 42 anos, em 1975, para 61 anos, em 2025; e a expansão do ensino, sobretudo o técnico e superior, ao se sair de três escolas técnicas para as actuais 245 e de uma universidade para cerca de 60.

No seu longo discurso, Daniel Chapo, de 48 anos de idade, afirmou que a sua existência na face da terra deveu-se à independência nacional e reiterou os seus agradecimentos aos veteranos da luta de libertação nacional pelo seu sacrifício consentido, tal como à Tanzânia pelo apoio prestado durante a guerra. Lembre-se que a Tanzânia foi o berço da criação da Frente da Libertação de Moçambique, o movimento nacionalista que desencadeou a luta de libertação nacional. Igualmente, prestou a sua homenagem aos antigos chefes de Estado, incluindo o primeiro presidente da Frelimo, Eduardo Mondlane, considerado o arquiteto da unidade nacional. (Carta)

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