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23 de Janeiro, 2025

Ministro do Interior diz que população não pode ter medo da Polícia

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O novo ministro do Interior moçambicano disse ontem que a população não pode ter medo da Polícia, apontando a restauração da confiança do povo como uma das missões e deveres da corporação.

 

“A população não pode ter medo de nós, o cidadão não pode ter medo de nós. Como eu disse, no princípio o cidadão deve ser o ponto de partida e de chegada das nossas atividades, deve estar lá no centro”, disse Paulo Chachine em declarações à corporação no Ministério do Interior, em Maputo, na sua primeira intervenção pública, após ter sido empossado nas funções, sábado, pelo novo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo.

 

O novo ministro quer que as ações da corporação estejam alinhadas com as aspirações das comunidades, pedindo que as instituições policiais sejam locais de “acolhimento e resolução de problemas” e que promovam uma relação harmoniosa e “pautada pela transparência”.

 

Chachine defendeu ainda o reforço das sessões de encontros entre a comunidade e a polícia para que se reduza a distância entre as partes, referindo que as autoridades precisam da população. “É nosso dever e missão restaurar a confiança do povo, da população, do cidadão (…). Ele deve estar no centro das nossas atividades, não nos podemos distanciar deles porque é deles que nós precisamos para o cumprimento eficaz e eficiente da nossa missão”, referiu o governante.

 

Na terça-feira, o ex-candidato presidencial moçambicano Venâncio Mondlane apelou para que o povo se constitua num “tribunal autónomo” e emita “sentenças” contra os órgãos de polícia, alegando a “onda macabra” de “execuções sumárias” sem intervenção das autoridades.

 

A posição surge num documento, que intitula de “decreto”, com 30 medidas para os próximos 100 dias, sendo que, numa delas, Venâncio Mondlane afirma que “cabe ao povo, às vítimas, instituir-se como tribunal autónomo que emite sentenças para travar a onda macabra da UIR, GOE e SERNIC”, referindo-se a unidades da Polícia da República de Moçambique que acusa de “incessante fulgor de execuções sumárias”, na sequência das manifestações pós-eleitorais, que já provocaram mais de 300 mortos e acima de 600 baleados, desde 21 de outubro. (Lusa)

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