Com a exoneração, ontem, de António Gumende, do cargo de Embaixador de Moçambique em Nova-Iorque, anda à roda nos corredores da diplomacia moçambicana um frenético exercício de adivinhação: quem será o (a) próximo (a) embaixador (a).
Depois que o PR Filipe Nyusi notabilizou-se por privilegiar figuras sem carreira diplomática (a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verônica Macamo; o veterano Mateus Kathupa, recentemente nomeado na Embaixador na Rússia) para cargos relevantes nesta área da governação, as apostas remetem para um “outsider”.
E quem é: Alberto Mondlane, o antigo Ministro do Interior (que também foi governador de Manica). Aponta-se que não se trata propriamente de premiar Mondlane, de resto um quadro cinzento do aparelho frelimista. Trata-se, sim, de compensar sua mulher, Alcinda Abreu, por antigos “favores”, como sua irreverência contra Armando Guebuza no endiabrado processo de transição para a consulado de Nyusi.
Alcinda Abreu já foi Ministra dos Negócios Estrangeiros, nomeadamente no primeiro mandato de Guebuza. Posteriormente procurou, por duas vezes, chegar à liderança da UN Women, o organismo das Nações Unidas que lida com assuntos das mulheres. Não conseguiu. Agora, tem, por via da nomeação do marido a hipótese de se mudar para Nova-Iorque. A ver vamos! (Carta)





