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10 de March, 2026

Assembleias cidadãs entram na fase de acompanhamento dos participantes

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As assembleias cidadãs das províncias de Cabo Delgado e de Tete entraram para a fase de acompanhamento dos membros destes espaços informais de consulta pública, que vai ser a “etapa preparatória fundamental antes da fase de deliberação”, refere um comunicado dos promotores da iniciativa.

A passagem para a próxima etapa segue-se ao sorteio público dos 60 participantes efectivos e 60 suplentes das assembleias  cidadãs das províncias de Cabo Delgado e de Tete, cada, totalizando 240 membros.

Em Cabo Delgado, norte de Moçambique, o sorteio público realizou-se no dia 17 de Fevereiro e resultou na escolha de 53,3% de homens e 46,7% de mulheres, dos 60 participantes efectivos da assembleia cidadã da província.

Cerca de 46,6% dos novos membros efectivos daquele órgão informal em Cabo Delgado tem menos de 31 anos e 53,4% tem 31 anos ou mais.

“No plano ocupacional, os camponeses representam a maioria [55,0%], seguidos de trabalhadores de actividades informais [16,7%) e assalariados [10%], incluindo funcionários do Estado e  trabalhadores do sector privado”, refere a nota de imprensa.

As restantes categorias incluem pessoas em situação de desemprego, estudantes e domésticas.

Em termos de escolaridade, 18,3% não possuem educação formal, 35,0% tem nível primário e 46,7% tem nível secundário ou superior.

“Entre os participantes seleccionados, registam-se igualmente pessoas deslocadas e pessoas com deficiência, cada grupo representando 10%, do total”, avança ainda o comunicado.

Na província de Tete, o sorteio público decorreu no dia 23 de Fevereiro e o grupo de 60 cidadãos seleccionados é maioritariamente composto por mulheres, que representam 61,7,%. Os restantes 38,3% são homens.

A distribuição etária é equilibrada, com metade abaixo dos 31 anos e a outra metade com idade igual ou superior a 31 anos.

Em termos ocupacionais, 46,7% são camponeses, enquanto 20,0% desenvolvem actividades informais e 11,7% são trabalhadores assalariados.

Outras categorias incluem pessoas em situação de desemprego, estudantes, domésticas e reformados.

No que respeita à escolaridade, 13,3% não possuem educação formal, 13% tem nível primário e 56,7% tem nível secundário ou superior.

“Tal como em Cabo Delgado, o grupo inclui pessoas deslocadas e pessoas com deficiência, garantindo a representação de diferentes grupos sociais”, pode ler-se na nota de imprensa.

Os cidadãos seleccionados receberam formação clara e acessível por parte do Governo de Moçambique sobre a logística para assegurar a sua participação e os temas a serem debatidos, conhecerão a metodologia deliberativa e serão preparados para participar de forma informada, equilibrada e construtiva nas assembleias cidadãs.

“A fase de deliberação visa assegurar a qualidade do debate e a formulação de recomendações fundamentadas em informação e evidências em torno da seguinte questão: como utilizar as receitas provenientes da exploração de recursos naturais para reforçar a resiliência climática das comunidades [superação das dificuldades e superação]”, enfatiza o texto.

As assembleias cidadãs decorreram ao longo de três meses consecutivos, em cada província.

Em Cabo Delgado, a deliberação vai decorrer nos dias 17,18 e 19 de Marco de 2026 , enquanto em Tete terá lugar nos dias 24,25 e 25 deste mês.

Durante essas sessões, os participantes irão deliberar colectivamente e formular recomendações sobre como as receitas provenientes da exploração de recursos naturais podem contribuir para reforçar a resiliência climática e promover o desenvolvimento sustentável das suas comunidades.

As assembleias cidadãs constituem uma iniciativa inovadora em Moçambique para fortalecer a participação pública, promover o diálogo informado e colocar os cidadãos no centro da reflexão sobre decisões estratégicas que afectam o futuro das suas províncias e do país.

 

 

 

 

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