Mais de 100 candidatos ao XLIV (44º) curso básico da Polícia da República de Moçambique (PRM) pagaram subornos, que variavam entre 100 mil a 300 mil Meticais, para garantir o ingresso na corporação. Os casos deram origem à abertura de mais de 100 processos-crime, já remetidos a julgamento.
A informação foi avançada esta terça-feira, em Maputo, pelo porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Romualdo Johnam, durante uma conferência de imprensa de balanço das actividades realizadas em 2025.
Segundo Johnam, os valores variavam em função da capacidade financeira dos candidatos, sendo que o montante mais frequente fixava-se na ordem dos 150 mil Meticais. Contudo, há registo de situações em que os pagamentos atingiram os 300 mil meticais.
Na sequência das denúncias, as autoridades instauraram processos por corrupção, que já foram instruídos e submetidos aos tribunais competentes para os devidos trâmites legais. Os candidatos admitidos, refira-se, deverão partir esta quarta-feira para a Escola Prática de Matalane, no distrito de Marracuene, província de Maputo.
Na conferência de imprensa, o GCCC destacou ainda um processo instaurado na província de Nampula, envolvendo uma funcionária afecta ao sector de recursos humanos que, em alegado conluio com uma professora, cobrava valores entre 40 mil e 70 mil Meticais a cidadãos, prometendo facilitar o ingresso na função pública. O caso também encontra-se em tramitação pelas autoridades competentes. (Marta Afonso)





